A paralisação de 11 dias na Ponte Anita Garibaldi, localizada em Laguna, no litoral sul de Santa Catarina, por falhas estruturais, acarretou um impacto financeiro estimado em R$ 33 milhões. Esse valor decorre da redução na produtividade e do consumo extra de diesel durante o período de interdição.
De acordo com dados do Observatório da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de Santa Catarina (Fetrancesc), a situação também resultou na liberação de cerca de 2 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. As informações foram divulgadas pela repórter Andrielli Zambonin, da NDTV.
Esta é a segunda vez desde a inauguração da ponte, em 2015, que são detectados problemas técnicos na estrutura. A situação preocupa não apenas pelo prejuízo imediato, mas também pelas consequências para a economia da região, especialmente nos setores de turismo e transporte.
Em Imbituba e Garopaba, destinos turísticos que vêm se adaptando para atrair visitantes durante todo o ano, o fechamento da ponte já gera expectativas negativas. Jackson José Loro, secretário municipal de Turismo, Cultura e Inovação de Imbituba, destacou que turistas gaúchos e paranaenses representam a maior parcela do público que frequenta a região.
Empresários dos ramos hoteleiro e gastronômico locais vêm se mobilizando para fomentar o chamado turismo de inverno, por meio de parcerias entre pousadas e restaurantes. A interrupção na ponte ameaça comprometer esses esforços, reduzindo o fluxo de visitantes.
Atualmente, o tráfego na Ponte Anita Garibaldi é parcialmente liberado. No trecho onde ocorreram as obras de reparo, o fluxo permanece restrito a uma única pista. A previsão é de que essa configuração se mantenha por, no mínimo, mais 60 dias, gerando impactos contínuos na mobilidade e na economia local.
Fonte: ND+


















