As exportações de carne suína de Santa Catarina alcançaram um patamar inédito nos oito primeiros meses de 2026. De acordo com dados divulgados pela Epagri/Cepa, o estado embarcou 501,2 mil toneladas do produto para outros países, transação que movimentou US$ 1,25 bilhão. Esse é o melhor desempenho já registrado para o período, tanto em quantidade quanto em valor financeiro, desde o início da série histórica acompanhada pelo órgão.
Na comparação com o mesmo intervalo de 2025, o volume exportado aumentou 2,4%, enquanto a receita obtida com as vendas externas cresceu 3,4%. A participação catarinense no mercado internacional de carne suína também se destaca: o estado foi responsável por 48,6% de todo o volume embarcado pelo Brasil e por 51,6% do faturamento nacional com o produto.
O bom momento não se restringe à proteína suína. A carne de frango catarinense também atingiu um recorde de receita no acumulado até agosto, somando US$ 1,85 bilhão, o que representa um avanço de 20,1% em relação ao ano anterior. Em termos de volume, foram exportadas 866,6 mil toneladas, crescimento de 14,5% e o segundo maior já registrado para o período.
No consolidado de todas as carnes, Santa Catarina já havia fechado os primeiros sete meses de 2026 com números recordes. Entre janeiro e julho, os embarques totalizaram 1,24 milhão de toneladas, gerando uma receita de US$ 2,84 bilhões. Esse levantamento abrange não apenas suínos e frangos, mas também perus, patos, marrecos, bovinos e outras espécies.
O setor segue atento aos desdobramentos da suspensão das exportações para a União Europeia. Segundo a Epagri/Cepa, os impactos sobre os embarques de carne de frango dependerão do tempo que a medida permanecer em vigor e da capacidade de redirecionar os produtos para mercados alternativos.
Fonte: Jornal Razão





















