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SAÚDEEMAD do Hospital São José leva atendimento domiciliar a pacientes em Joinville

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Em Joinville, o término da internação hospitalar não representa o encerramento do cuidado para diversos pacientes. A cidade oferece a alternativa de prosseguir com o tratamento na própria residência, dispensando deslocamentos até o hospital e contando com o suporte de uma equipe multidisciplinar reconhecida em âmbito nacional. Trata-se da Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar (EMAD), que atua em conjunto com a Equipe Multiprofissional de Apoio (EMAP), vinculada ao Hospital Municipal São José. O objetivo é permitir que pessoas que ainda demandam assistência médica, mas não necessitam da infraestrutura hospitalar, possam se recuperar em um ambiente mais confortável e familiar. Ambas as equipes integram o Programa Melhor em Casa, do Sistema Único de Saúde (SUS).

O gerente Técnico e de Regulação do hospital, Vinicius Barrea, detalha como funciona o processo de inclusão no programa. Segundo ele, a partir do momento em que o médico responsável identifica um paciente com o perfil adequado, a equipe realiza uma visita para avaliar as condições físicas, o plano terapêutico a ser seguido e o tipo de tratamento que poderá ser concluído em casa. Além disso, são analisados critérios socioeconômicos, como a adequação da moradia e a existência de uma rede de apoio familiar para auxiliar nos cuidados. Atendidos esses requisitos, é traçada uma rota segura para a transição do hospital para a residência.

No Hospital São José, o serviço de atenção domiciliar está em funcionamento desde 2017 e tem capacidade para acompanhar até 120 pacientes simultaneamente. Somente em 2025, aproximadamente 1.300 pessoas receberam atendimento das equipes. O período médio de acompanhamento é de 30 dias, mas pode variar de acordo com a necessidade e a evolução de cada caso, até que o paciente esteja em condições de ser encaminhado para acompanhamento primário nas Unidades Básicas de Saúde da Família. Além de assegurar a continuidade e a segurança do tratamento, a assistência domiciliar ajuda a liberar leitos hospitalares e a otimizar os recursos públicos.

A equipe do EMAD do Hospital Municipal São José é composta por cinco médicos, três enfermeiros, oito técnicos de enfermagem, duas fisioterapeutas, uma nutricionista, uma fonoaudióloga, um psicólogo, uma assistente social e uma coordenação. Entre os principais serviços oferecidos estão antibioticoterapia domiciliar, curativos complexos, cuidados paliativos de final de vida, reabilitação multiprofissional, acompanhamento pré e pós-operatório e anticoagulação ambulatorial, além de teleconsultas.

Com a ampliação gradativa de sua capacidade de atendimento, o trabalho desenvolvido no hospital foi reconhecido pelo Programa Melhor em Casa durante uma visita do Ministério da Saúde. “Por mérito da equipe, nós fomos muito bem avaliados, somos um case de sucesso nacional. Recentemente, outros municípios vieram fazer uma visita técnica para entender o que o EMAD do Hospital São José oferta e quais fluxos nós temos estabelecidos, para que sejam implantados em seus municípios”, completa Vinicius.

Um exemplo do impacto do serviço é o caso de Gil da Rocha Menezes, 75 anos, morador do bairro Aventureiro. Em junho de 2026, ele sofreu um acidente e precisou ser internado. Com uma fratura na coluna torácica que evoluiu para paraplegia, e após passar por cirurgia de reconstrução e estabilização da coluna, ele segue o tratamento de reabilitação em casa desde agosto. “Eu nem acreditava que viriam aqui em casa. Fui muito bem atendido, ajudaram muito, sou muito grato. Trouxeram toda a aparelhagem para fazer em casa. Eu não mexia as pernas, nada e mudou muita coisa, agora estou mexendo. Já consigo ficar em pé, não sozinho, mas já consigo. Também não conseguia sentar, e agora já sento, teve bastante melhora. Se não fossem eles, eu não estaria desse jeito que estou, me ajudaram muito”, conta Gil.

Mantendo os cuidados com o marido e acompanhando de perto a evolução do tratamento, a esposa de Gil, Terezinha, de 68 anos, ressalta a importância da disciplina e da disposição para adaptar a rotina e realizar os exercícios de fisioterapia. Ela define o EMAD como uma extensão do hospital que vai até a sua casa. “Essa equipe do EMAD é maravilhosa, uma extensão do hospital que vem para a casa da gente. Enfermeiro nota 10, médico nota 10, todos que vieram aqui, eu fiquei admirada”, conta Terezinha, destacando a fisioterapeuta que acompanha Gil. “Ela tirou ele da cama. Eu nunca tive um atendimento assim tão especial. O EMAD é nota 10. Eu tiro o chapéu para todos vocês”, completa.

A fisioterapeuta Heilane Lemos, integrante do EMAD, destaca os benefícios do acompanhamento domiciliar. “O ambiente hospitalar, por mais que seja benéfico, de alguma forma causa estranheza, não é a mesma coisa que estar em casa. Quando o paciente chega em casa é outra pessoa só pelo fato de estar no seu seio familiar”, afirma. Ao levar o cuidado para dentro do lar, o EMAD contribui para a recuperação dos pacientes e ajuda a manter a estrutura hospitalar disponível para quem realmente precisa de internação.

Fonte: Pref. Joinville

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