Na manhã desta quinta-feira (8), a Assembleia Legislativa de Santa Catarina foi palco de uma sessão plenária dedicada a debater os perigos associados ao uso de equipamentos esportivos, como traves e tabelas de basquete, e a urgência de se estabelecerem protocolos de segurança mais rígidos por parte de escolas, entidades e órgãos públicos. O tema foi trazido à tribuna pelo deputado Mário Motta, do PSD, que chamou a atenção para três episódios recentes no estado envolvendo crianças em áreas de prática esportiva. Dois desses acidentes, ocorridos em Itajaí e Criciúma, terminaram em morte, enquanto um terceiro, em Ipumirim, deixou uma criança com ferimentos graves e sequelas duradouras.
Durante o pronunciamento, o parlamentar enfatizou que a aparente firmeza de uma trave móvel pode ser enganosa. Sem uma fixação correta, esse equipamento pode desabar tanto pela força de um impacto quanto pelo peso de uma criança, transformando um momento de diversão em uma tragédia. Motta também alertou que não basta sinalizar uma área como interditada quando ela está em obras ou oferece risco; é fundamental impedir fisicamente o acesso, especialmente de crianças, que não têm percepção do perigo.
Para enfrentar o problema, o deputado informou que seu mandato adotou quatro providências imediatas. A primeira foi o envio de uma indicação à Secretaria de Estado da Educação, na qual solicita vistoria emergencial das traves usadas na rede estadual de ensino e a implementação de um protocolo de segurança. A segunda medida foi direcionada à Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte), pedindo a inspeção dos espaços sob sua responsabilidade, além de orientação técnica para municípios e entidades esportivas.
A terceira ação busca engajar as administrações municipais. Conforme o deputado, foi solicitada à Federação Catarinense de Municípios (Fecam) uma recomendação para que as prefeituras realizem inspeções em praças e equipamentos esportivos disponibilizados à população. Por fim, Motta anunciou que pretende apresentar um projeto de lei que estabeleça regras mínimas de segurança para traves e outros aparelhos esportivos que apresentem risco de tombamento.
Apesar da iniciativa legislativa, o parlamentar reforçou que as medidas de prevenção devem ser aplicadas de imediato, independentemente da tramitação do projeto. Ele resumiu sua posição com a frase: “A prevenção custa, mas a omissão custa muito mais”.
Fonte: Assembleia SC





















