Ri Happy pede recuperação extrajudicial com dívida de R$
☁️ 19° Jaraguá do Sul Nublado
Qua 🌦️ 22° 16°
Qui 🌦️ 21° 17°
Sex 🌧️ 24° 19°

VAREJO EM CRISERi Happy pede recuperação extrajudicial com dívida de R$ 827,4 milhões

publicidade

A Ri Happy, uma das maiores redes de brinquedos do Brasil, entrou com pedido de recuperação extrajudicial no Tribunal de Justiça de São Paulo no domingo (18). O processo, confirmado pela empresa nesta segunda-feira (19), envolve uma dívida de R$ 827,4 milhões e abrange outras empresas do grupo, como Brincar Marcas e Participações, Drh Casa de Festa, New Toys Comércio, Distribuição e Importação, Partout Administração de Franquias e Bens e Pbkids Brinquedos.

A medida ocorre menos de dois meses após uma mudança no controle da companhia. Em 31 de agosto, a BluSun Capital anunciou a compra de 100% da operação, encerrando um período de 14 anos sob controle de fundos de private equity. O valor da transação não foi divulgado. Com a mudança, Héctor Nuñez voltou ao comando da empresa como CEO, cargo que já havia ocupado entre 2012 e 2020, substituindo Thiago Rebello.

Segundo a companhia, o objetivo da recuperação extrajudicial é reorganizar a dívida e adequar a estrutura financeira às necessidades operacionais, criando condições para a continuidade do plano de transformação do negócio. A empresa afirma que as lojas físicas e os canais digitais seguem funcionando normalmente, com foco nas vendas da Black Friday e do Natal, períodos importantes para o varejo de brinquedos.

A Ri Happy atribuiu parte das dificuldades aos juros elevados, mudanças no comportamento de consumo, aumento da concorrência e efeitos acumulados da pandemia sobre o varejo. A nova estrutura de gestão também conta com Carlos Fernandes como COO, Diego Motta como CFO, Sandra Haddad na área comercial, Alexandra Carrão em gente e gestão e Robledo Castro em tecnologia e transformação digital.

Esta não é a primeira tentativa de reorganização financeira da companhia. Em 2023, o varejista contratou a Starboard Partners para renegociar R$ 289 milhões em dívidas com novas instituições financeiras. Na ocasião, os vencimentos foram alongados por até cinco anos e o então controlador Carlyle relatou R$ 75 milhões. A Ri Happy também tentou abrir capital em 2018, em uma operação que poderia avaliar a companhia entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,7 bilhão, mas a oferta foi adiada diante da baixa demanda dos investidores.

Atualmente, a companhia integra uma rede de cerca de 290 lojas e registra faturamento anual próximo de R$ 1,2 bilhão. O movimento da Ri Happy ocorre em um momento de pressão sobre o setor: em maio, a fabricante Estrela também recorreu à Justiça com pedido de recuperação judicial envolvendo dívida de R$ 109 milhões.

A recuperação extrajudicial é um mecanismo que permite à empresa negociar um plano diretamente com credores e buscar homologação judicial, sem necessariamente interromper suas atividades. No caso da Ri Happy, a prioridade declarada é preservar a operação e reorganizar a estrutura de capital para sustentar o negócio no longo prazo.

Fonte: NeoFeed

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe

publicidade

Informação é Tudo! Notícias de Guaramirim e região direto no seu celular.

● Grupo oficial no WhatsApp

Receba as notícias de Guaramirim e região direto no WhatsApp

Entre no grupo do GuaraNews e acompanhe em primeira mão as notícias, o tempo e os destaques da região direto no seu celular.