EUA criticam Europa por ignorar alertas sobre violência de
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GEOPOLÍTICAEUA criticam Europa por ignorar alertas sobre violência de extrema-esquerda

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A onda de distúrbios que atinge a França e outros países europeus tem sido interpretada nos Estados Unidos como uma confirmação dos avisos feitos pelo governo de Donald Trump sobre o avanço de grupos extremistas de esquerda. Neste sábado (17), a prefeitura de Limoges, prédio tombado como patrimônio histórico, foi quase totalmente destruída durante os confrontos.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, já havia manifestado preocupação com o que classificou de terrorismo de extrema-esquerda, capaz de ameaçar os alicerces da civilização ocidental. Segundo ele, militantes antifa e organizações aliadas circulam livremente entre Europa e Américas, trocando informações por canais criptografados e financiando ações por meio de recursos transnacionais.

Na segunda-feira, o Museu do Louvre, em Paris, precisou ser fechado depois que manifestantes ergueram barricadas nas entradas. O episódio ocorreu após um fim de semana marcado por violência generalizada, que deixou prédios públicos danificados, milhares de estabelecimentos comerciais afetados e cerca de 2.400 pessoas detidas em território francês.

Quase mil agentes de segurança, entre policiais e gendarmes, ficaram feridos nos confrontos de sábado. Estima-se que pelo menos 3.000 empresas tenham sido depredadas ou saqueadas ao longo do fim de semana, o que evidencia a dimensão dos prejuízos materiais.

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, responsabilizou grupos de extrema-esquerda pela onda de violência, que, segundo ele, provoca “profunda agitação no país na reta final para a eleição presidencial”. A declaração foi citada pela agência Reuters.

Um funcionário do Departamento de Estado ouvido pelo The Daily Signal na terça-feira destacou que os episódios franceses reforçam o alerta feito por Rubio durante a Ministerial sobre o Ressurgimento do Terrorismo Político. Para ele, a violência política e as redes extremistas representam uma ameaça crescente à segurança pública e à estabilidade dos países.

O mesmo funcionário ressaltou que os governos precisam encarar com seriedade as consequências de não protegerem suas fronteiras e de não aplicarem rigorosamente as leis de imigração, especialmente no que diz respeito à identificação e ao combate a ameaças à segurança.

Em novembro de 2025, o Departamento de Estado designou quatro organizações europeias de extrema-esquerda como Organizações Terroristas Estrangeiras. A lista inclui o Antifa Ost, a Federação Anarquista Informal/Frente Revolucionária Internacional, a Justiça Proletária Armada e a Autodefesa da Classe Trabalhadora Revolucionária.

Os protestos começaram com estudantes que reivindicavam melhorias nas condições escolares, mas rapidamente se transformaram em uma revolta mais ampla, motivada pelo custo de vida, pela insatisfação com o governo e pelos cortes nos gastos públicos.

O presidente Donald Trump declarou que a violência na França pode se alastrar para os Estados Unidos caso os republicanos percam as próximas eleições de meio de mandato. Durante um comício no Kansas, na segunda-feira, ele afirmou que a situação francesa é um exemplo do que está em jogo.

Trump descreveu a França como “uma nação outrora grande que está sendo conquistada, saqueada e queimada até o chão por migrantes, jihadistas e comunistas que odeiam o cristianismo e odeiam, francamente, a própria civilização ocidental”. Para ele, a agitação tem raízes no problema migratório.

O vice-presidente JD Vance revelou que, em conversa com o presidente francês Emmanuel Macron, recomendou o fechamento das fronteiras para evitar a atual onda de distúrbios, mas não foi atendido. Segundo Vance, ele alertou Macron há bastante tempo sobre o que considerou um erro grave.

“Eu disse a ele há muito tempo: ‘Você está cometendo um grande erro na França. Está deixando todo mundo do mundo entrar.’ O mundo inteiro estava entrando e, como você sabe, Paris vai se tornar uma cidade muçulmana muito em breve, e esse não era o acordo”, declarou Vance a jornalistas durante viagem à Carolina do Norte para um comício de campanha.

O vice-presidente americano acrescentou que conhece Macron há cerca de oito ou nove anos e que, desde o primeiro encontro, fez a mesma advertência. “Nós fechamos nossas fronteiras. Ele não fechou”, concluiu.

Fonte: Gazeta do Povo

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