Investigação da Polícia Federal (PF) revelou trocas de mensagens no celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que apontam para a contratação do CEO da Quaest, Felipe Nunes, para prestar serviços de consultoria estratégica à instituição financeira. As conversas foram obtidas com exclusividade pelo portal Metrópoles.
De acordo com os diálogos, Vorcaro e Ana Matos, integrante da equipe de marketing do banco, discutiram um contrato no valor de R$ 150 mil mensais, totalizando R$ 1,8 milhão ao longo de 12 meses. Até o momento, não há informações sobre quantas parcelas teriam sido efetivamente pagas.
As mensagens indicam que o acordo foi alinhado em setembro de 2024. No dia 9 daquele mês, Ana Matos questionou Vorcaro: “Está alinhado com vc consultoria estratégica Felipe Nunes, empresa Quaest, 150 mil mês? 12 meses”. Minutos depois, o ex-banqueiro respondeu: “Acho que Augusto que fechou […] Alinha c ele”. Em seguida, Matos confirmou: “Sim, foi ele. Como ele está alinhado. Vou seguir então”.
Procurado pela reportagem, Felipe Nunes declarou que o serviço prestado ao Banco Master foi “estritamente técnico” e que teria começado muito antes de qualquer questionamento público sobre a instituição. O executivo também negou ter tido relação direta com o ex-banqueiro.
Em nota, Nunes afirmou: “Como a própria mensagem mostra, eu não tenho nenhuma relação com o Vorcaro, nem ele comigo. Nunca estivemos juntos e eu não trabalhei para ele. Em 2024 eu trabalhei como analista de cenário político, minha profissão, para 53 instituições do mercado financeiro, entre bancos, corretoras, plataformas e tesourarias, sempre seguindo o mesmo padrão de atuação”.
O CEO da Quaest acrescentou que o trabalho para o Banco Master foi “estritamente técnico, iniciado muito antes de qualquer questionamento público sobre a instituição e não renovado antes da decisão do Banco Central de liquidá-lo”.
Nunes reforçou ainda que nunca interagiu com Vorcaro e que a mensagem citada evidencia isso: “Tem alguém lá dentro checando algo com ele, deve ser por motivos deles lá. Mas eu não tenho nada com isso”.
A reportagem não localizou Ana Matos ou representantes do Banco Master para comentar o caso até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações.
Fonte: Metrópoles



















