O Batalhão de Polícia Militar de Choque (BPChoque) de Santa Catarina realizou, na noite da última terça-feira (23), a apreensão de 1.160 quilos de maconha na localidade de Laranjal, no município de Jaguaruna, Litoral Sul do estado. A operação envolveu a Agência de Inteligência, a Companhia de Choque e o Grupamento Tático de Ações Motorizadas (GTAM). Nenhum suspeito foi detido.
Durante a ação, os policiais localizaram, além do entorpecente, uma balança e um caderno com anotações. O responsável pela carga ainda não foi identificado nem localizado pelas autoridades.
Essa apreensão ocorre exatamente uma semana após o BPChoque registrar o maior confisco de maconha da história da Polícia Militar de Santa Catarina. Em 16 de setembro, a mesma unidade encontrou cerca de 4,1 toneladas da droga em um imóvel situado no bairro Alto Aririu, em Palhoça, na Grande Florianópolis. Na ocasião, um homem de 27 anos foi preso, e os agentes apreenderam uma pistola com numeração raspada, 12 munições, duas balanças de precisão, um telefone celular e um veículo.
Com as duas operações, o BPChoque retirou de circulação 5.260 quilos de maconha em apenas sete dias, atingindo duas regiões distintas do território catarinense. As imagens da apreensão em Jaguaruna mostram os fardos empilhados diante da bandeira da Polícia Militar: centenas de tabletes menores embalados em plástico amarelo sobre pacotes maiores envoltos em cores como verde, vermelho e azul.
O comandante do BPChoque, major Caio Miranda, detalhou, após a apreensão de Palhoça, a metodologia empregada pela unidade para chegar a esses depósitos. Segundo ele, o raciocínio é direto: se a droga alcançou o ponto de venda, significa que partiu de algum lugar e percorreu uma rota. A partir disso, a missão consiste em refazer esse caminho de trás para frente, mapeando locais de armazenamento, veículos, indivíduos e estruturas que abastecem o tráfico.
Para tanto, o batalhão tem investido na ampliação de recursos tecnológicos, como inteligência artificial, cruzamento de informações, reconhecimento facial, análise de imagens, identificação de veículos e georreferenciamento, sempre em conjunto com o trabalho de campo dos policiais. Somente em Palhoça, a unidade monitora aproximadamente 20 dos principais pontos de venda, onde estima-se uma movimentação mensal de 450 quilos de maconha.
As duas apreensões de maconha se somam a uma série de grandes resultados obtidos pela PMSC em 2026. Em julho, a corporação, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal, retirou 3,55 toneladas de cocaína de dois imóveis nas cidades de Navegantes e Blumenau — a maior apreensão da droga já registrada em Santa Catarina, com valor estimado em cerca de R$ 70 milhões. Já em 8 de setembro, em ação conjunta com a Polícia Federal, a PM localizou mais 707 quilos de cocaína em uma residência no bairro Cordeiros, em Itajaí.
No acumulado desde julho, considerando cocaína e maconha, as operações da PMSC já ultrapassam 9,5 toneladas de drogas apreendidas em grandes golpes contra o crime organizado. Em matéria relacionada, a corporação também prendeu um suspeito de tráfico conhecido como ‘Pouca Telha’ durante ação do Choque em Palhoça.
Fonte: Jornal Razão



















