O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou, nesta terça-feira (13), a intenção de estender o programa Pé-de-Meia ao ensino superior, caso conquiste um quarto mandato a partir de 2027. A proposta, batizada de Pé-de-Meia Universitário, prevê repasses anuais de R$ 2,5 mil a estudantes universitários, além de depósitos mensais de R$ 700.
Em vídeo gravado no formato selfie e compartilhado nas redes sociais, o petista informou que a medida pode alcançar cerca de 1 milhão de alunos por ano. Segundo ele, o objetivo é oferecer suporte financeiro para que os jovens permaneçam na graduação e tenham recursos no início da vida profissional.
As primeiras projeções do governo indicam que o programa demandará aproximadamente R$ 4,6 bilhões, com verba proveniente do Fundo Social do petróleo. Lula explicou que o valor acumulado ao longo do curso pode chegar a R$ 10 mil ao fim de uma formação de quatro anos.
“A gente está criando para o próximo governo o pé-de-meia universitário. Garantindo que todo jovem estudante das escolas universitárias vão receber R$ 700 de poupança por mês durante 10 meses e, no final do ano, nós depositaremos R$ 2,5 mil”, declarou o presidente.
O senador Camilo Santana (PT-CE), que atua como porta-voz da campanha, afirmou que o benefício contribuirá para diminuir a evasão no ensino superior. “Para garantir que nenhum jovem nesse país desista do sonho de concluir ensino superior”, disse.
A iniciativa, no entanto, ainda depende de implementação pelo próximo governo caso Lula vença a eleição presidencial de 2026. O anúncio foi feito a 12 dias do segundo turno do pleito.
O Pé-de-Meia Universitário amplia a estratégia de incentivos financeiros à educação já adotada pelo programa federal voltado principalmente a estudantes de baixa renda matriculados no ensino médio público. A versão atual combina pagamentos ao longo do período escolar com bonificações atreladas à permanência e à conclusão dos estudos.
A proposta para o ensino superior, porém, foi apresentada como promessa para um eventual novo mandato, e não como benefício já disponível. Até a implementação, as regras de acesso, os critérios de elegibilidade e os procedimentos para receber os valores precisarão ser definidos.
Fonte: Gazeta do Povo





















