O Programa de Controle da Dengue de Itajaí deu início, nesta terça-feira (13), à aplicação do inseticida BRI-Aedes nas 35 Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município. A medida é uma recomendação do Ministério da Saúde e tem como objetivo diminuir a quantidade de mosquitos adultos e, assim, reduzir a transmissão de doenças como dengue, chikungunya e Zika.
A sigla BRI-Aedes corresponde a Borrifação Residual Intradomiciliar para o controle do mosquito Aedes aegypti. O procedimento está sendo realizado em duas unidades por dia, com previsão de término em até 20 dias.
O inseticida utilizado possui efeito residual e forma uma barreira química nas superfícies internas dos imóveis, podendo permanecer ativo por longos períodos, com eficácia de até 120 dias. O mosquito morre ou se afasta ao entrar em contato com o produto quando pousa nas superfícies tratadas, o que ajuda a reduzir a circulação do Aedes aegypti e, consequentemente, o risco de transmissão dos vírus.
O coordenador do Programa de Controle da Dengue em Itajaí, Lucio Vieira, explica que a BRI-Aedes é uma estratégia adotada pelo DVE para diminuir o contato entre mosquitos infectados e a população, eliminando os mosquitos adultos presentes nos ambientes e reduzindo a possibilidade de transmissão das arboviroses.
A aplicação do inseticida tem como alvo principal as fêmeas adultas do Aedes aegypti, que são responsáveis pela transmissão dos vírus. A diminuição da população de mosquitos adultos contribui para reduzir a chance de transmissão das doenças.
Apesar da redução dos casos de dengue no município, as condições climáticas exigem atenção. A combinação de chuvas e temperaturas elevadas favorece a proliferação do Aedes aegypti e pode aumentar o risco de transmissão das arboviroses.
A população deve manter quintais e áreas externas limpas, eliminar recipientes que possam acumular água, manter caixas-d’água fechadas e verificar com frequência locais que possam servir de criadouro para o mosquito.
Fonte: Prefeitura de Itajaí





















