Registros apontam reuniões de Vorcaro no Palácio do
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VISITAS CONFIRMADASRegistros apontam reuniões de Vorcaro no Palácio do Planalto em 2024

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Documentos oficiais da Presidência da República atestam que Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, participou de pelo menos dois encontros no Palácio do Planalto, em março e abril do ano passado. Em ambas as ocasiões, ele estava na companhia de Júlio Cezar, identificado como articulador de uma possível trama envolvendo fundos de pensão e indivíduos próximos ao ministro Alexandre Padilha.

Em uma proposta de colaboração premiada apresentada às autoridades, Vorcaro afirmou que o grupo almejava captar até R$ 10 bilhões provenientes de fundos de pensão. Ele também mencionou a cobrança de uma comissão de 10% sobre as transações como forma de propina.

De acordo com o relato do banqueiro, Júlio Cezar teria embolsado R$ 500 mil como pagamento inicial logo após a liberação para que o Master operasse com esses recursos. No entanto, tanto a Polícia Federal quanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitaram a proposta de delação e não deram prosseguimento à investigação, alegando que as evidências apresentadas eram insuficientes.

Em resposta às acusações, o ministro Alexandre Padilha e Olavo Noleto negaram qualquer envolvimento em atos irregulares. Ambos afirmaram desconhecer as supostas tratativas.

Nesta terça-feira (13), o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso após a liquidação do Banco Master, manifestou-se contra os recentes vazamentos de conteúdos extraídos de seu celular. Tais materiais sugerem, entre outros pontos, a existência de uma rede de prostituição e a organização de festas e eventos privados com autoridades de alto escalão.

A declaração de Vorcaro foi divulgada por meio de nota de sua defesa enviada à imprensa. No texto, ele também sinaliza a intenção de tentar um novo acordo de delação premiada. Até o momento, duas propostas de colaboração foram rejeitadas pela Polícia Federal e pela PGR. Atualmente, ele cumpre prisão no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Em outro desdobramento, a Procuradoria-Geral da República contestou nesta terça-feira (13) a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. Em parecer encaminhado à Corte, a PGR argumentou que não há evidências concretas de participação dos dirigentes em eventuais irregularidades que justifiquem a medida.

Mendonça havia determinado o afastamento preventivo dos dois integrantes da cúpula da PF no início do mês passado, no âmbito de uma investigação sobre relatórios de inteligência que teriam monitorado autoridades públicas, incluindo membros do Judiciário. O ministro apontou suspeitas de que os documentos ultrapassaram os limites da atividade policial e determinou a instauração de procedimentos para apurar a produção do material.

Enquanto isso, a defesa de Vorcaro aguarda uma resposta sobre a nova tentativa de delação, e a PGR segue contestando as decisões que afastaram os dirigentes da PF. O caso continua em tramitação no STF e na PGR.

Fonte: Gazeta do Povo

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