Durante a campanha Setembro Verde, Santa Catarina se posiciona como referência nacional em doação de órgãos. Dados referentes a 2025 apontam que o estado alcançou a marca de 42,8 doadores efetivos para cada milhão de habitantes, enquanto a média do Brasil no mesmo período ficou em 20,3 por milhão — ou seja, o desempenho catarinense é mais que o dobro do observado no restante do país.
Outro indicador relevante é a taxa de recusa das famílias à doação. Em Santa Catarina, 32% dos familiares optaram por não autorizar o procedimento, índice inferior ao verificado em âmbito nacional, que chegou a 45%. Essa diferença demonstra maior propensão das famílias catarinenses a consentir com a doação de órgãos de parentes falecidos.
Os números reforçam a importância de ações de conscientização como o Setembro Verde. Especialistas destacam que é fundamental manifestar em vida o desejo de ser doador, pois a decisão final cabe à família no momento da perda. Conversar com parentes sobre o tema aumenta as chances de que a vontade seja respeitada e contribui para reduzir as filas de transplantes.
A divulgação dos dados serve de estímulo para que outros estados adotem estratégias semelhantes às catarinenses, ampliando o número de doações e salvando mais vidas em todo o território brasileiro.
Fonte: ND+





















