O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o arquivamento de um inquérito que apurava estupro de vulnerável contra o deputado Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A informação foi divulgada pela analista de Política da CNN, Jussara Soares.
Conforme a jornalista, a equipe jurídica do senador Flávio Bolsonaro já vinha pleiteando o encerramento desse caso desde o começo da corrida eleitoral. A decisão de Gilmar Mendes alinhou-se ao entendimento da Procuradoria-Geral da República, que não identificou elementos suficientes para embasar a acusação contra o parlamentar.
Na mesma data, o ministro Alexandre de Moraes, também do STF, tomou outra decisão de peso: concedeu progressão de regime a uma mulher condenada pelos atos de 8 de janeiro, conhecida como “Débora do Batom”.
De acordo com apuração de Jussara Soares, esse conjunto de medidas ocorre pouco depois de Flávio Bolsonaro assumir a liderança no primeiro turno das eleições, o que reforça a percepção, entre aliados do candidato, de que uma parcela da Corte estaria receptiva a manter canais de comunicação com um eventual governo do senador.
A analista relatou ainda que o senador Rogério Marinho, responsável pela coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro, tem buscado contato com ministros do Supremo. Segundo fontes da campanha ouvidas pela jornalista, as sinalizações provenientes do tribunal indicam que pelo menos um grupo de ministros não se oporia a uma possível vitória do candidato e se mostraria disponível para o diálogo.
Marinho também afirmou publicamente que Flávio Bolsonaro não adotaria uma postura de revanchismo caso chegasse ao poder. Para Jussara Soares, essa declaração confirma a estratégia de moderação que a campanha vem tentando projetar.
Apesar dos gestos considerados positivos, a analista pondera que o processo de aproximação tem limites. Alexandre de Moraes continua sendo visto como uma figura adversária pelo campo bolsonarista.
Dessa forma, a campanha de Flávio Bolsonaro segue tentando equilibrar suas relações com diferentes correntes do STF, ao mesmo tempo em que interpreta como favoráveis os sinais emitidos após o resultado do primeiro turno.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN.
Fonte: CNN Brasil




















