Um indivíduo foi sentenciado a 34 anos e 4 meses de reclusão pelo assassinato de dois amigos, cujos corpos foram queimados dentro de uma residência na cidade de São Joaquim, localizada na região serrana de Santa Catarina. A pena foi divulgada nesta sexta-feira (28), após o término do julgamento, e o condenado não obteve o direito de aguardar o desfecho do processo em liberdade.
O crime, que gerou grande comoção na comunidade local, ocorreu em setembro de 2024. Desde então, o acusado permanecia detido preventivamente, e agora retornará ao presídio onde já cumpria prisão cautelar, conforme decisão judicial.
De acordo com as investigações, na data do ocorrido, o réu e as vítimas, que eram amigos, estavam reunidos em uma propriedade na localidade de Despraiado, onde consumiam bebidas alcoólicas. O ambiente era de cordialidade até o momento em que o homem passou a cobrar do proprietário do imóvel o pagamento de uma dívida referente ao arrendamento de terras.
Em meio ao desentendimento, o agressor tirou a vida das duas pessoas e, em seguida, ateou fogo na casa. Os corpos foram encontrados completamente carbonizados, o que impossibilitou a determinação precisa das causas das mortes por meio de exames periciais.
O sentenciado foi considerado culpado por duplo homicídio e por ocultação de cadáveres. Na análise do caso, o juiz responsável levou em conta dois agravantes que aumentaram a pena: o fato de o dono da casa ter mais de 60 anos de idade e o motivo do crime ter sido classificado como fútil, já que a cobrança da suposta dívida não justificava tamanha violência.
A população de São Joaquim acompanhou com apreensão tanto as investigações quanto o desenrolar do processo judicial, dada a brutalidade do episódio, que deixou marcas profundas na comunidade. A condenação foi recebida com alívio por moradores, que esperavam uma resposta da Justiça.
O caso serviu de alerta para as autoridades locais, que reforçaram a importância de denúncias de conflitos que possam escalar para tragédias como essa. A sentença proferida nesta semana representa um desfecho para o caso, mas a dor das famílias das vítimas permanece.
Fonte: NSC Total




















