Praia da Guarda do Embaú, entre dois municípios, gera
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TURISMOPraia da Guarda do Embaú, entre dois municípios, gera confusão e curiosidade

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A famosa praia da Guarda do Embaú, muito procurada por surfistas em Santa Catarina, esconde uma particularidade que gera dúvidas até para os próprios moradores da região. O Rio da Madre atua como uma fronteira natural que divide a praia do bairro de mesmo nome, fazendo com que cada um pertença a um município diferente, ambos na Grande Florianópolis.

Essa separação territorial foi estabelecida pela Lei Estadual nº 798, de 1961, que criou o município de Paulo Lopes e definiu seus limites. O Rio da Madre passou a ser o marco geográfico que separa Paulo Lopes, onde fica a praia, de Palhoça, onde está localizado o bairro Guarda do Embaú.

A praia, que fica a 46 quilômetros de Florianópolis, está inserida no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e é reconhecida como a nona Reserva Mundial de Surf, sendo a primeira do Brasil a receber esse título.

Para chegar até a areia, os visitantes precisam atravessar o rio. Isso pode ser feito a nado ou caminhando quando a maré está baixa, mas também há barqueiros que fazem a travessia constantemente, atendendo quem chega ao local.

No bairro Guarda do Embaú, em Palhoça, vivem cerca de mil pessoas, incluindo comerciantes, pescadores e surfistas. A comunidade considera o surfe parte de sua identidade, e o local é visto como um berço desse esporte na região.

Apesar de atrair muitos turistas durante o verão, o bairro mantém um ambiente tranquilo. Há restaurantes e bares, mas não há baladas nem festas regulares, o que agrada a quem busca sossego.

O Rio da Madre também é um atrativo para quem prefere não atravessar. Suas águas são mais quentes e, por ser um rio, costumam ser mais calmas, ideais para banho. Contudo, é preciso atenção às correntezas e à movimentação de barcos maiores que circulam pelo local.

Em relação à balneabilidade, a praia enfrentou problemas no ano passado, com o Instituto do Meio Ambiente (IMA) apontando que o local permaneceu impróprio para banho em pelo menos dois períodos. Entretanto, os relatórios mais recentes, até julho de 2026, indicam que tanto a praia quanto o rio estão próprios para receber banhistas.

Quanto ao nome, a tradição local conta que piratas costumavam esconder tesouros em baús na costa da região. Um navio teria naufragado nas proximidades, e os tripulantes enterraram suas riquezas na areia, o que teria dado origem à primeira parte do nome.

Já a palavra “Embaú” tem diferentes significados no tupi-guarani, língua falada pelos indígenas que habitavam o litoral catarinense. Ela pode ser interpretada como “o beber da bica”, “a última aguada” ou ainda “a comida e a bebida”.

Fonte: NSC Total

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