O empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, esteve com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em um encontro sigiloso realizado em São Paulo, em março deste ano. A informação surgiu a partir de mensagens e gravações de áudio obtidas no aparelho celular do banqueiro, conforme apuração do jornalista Paulo Motoryn, confirmada pela Jovem Pan.
O encontro aconteceu no dia 14 de março e teria durado aproximadamente duas horas. Os registros indicam que a reunião ocorreu nas dependências de um instituto fundado pelo próprio ministro. O material também sugere que a aproximação entre Vorcaro e Mendonça foi articulada durante semanas pelo advogado Ciro Rocha Soares e pelo deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP).
Em um áudio encaminhado a Vorcaro em 8 de fevereiro, Ciro afirma que estava trabalhando a favor do banqueiro e relata ter levado o ministro a uma alfaiataria. Na mesma mensagem, o advogado envia uma fotografia ao lado de Mendonça. As conversas indicam que Ciro e Cezinha abordaram com o ministro temas ligados às dificuldades enfrentadas pelo Banco Master junto ao Banco Central (BC).
Em outra gravação, Ciro comenta que conversou com Mendonça sobre a situação da instituição financeira e que o ministro manifestou interesse em receber o empresário. “O André Mendonça disse que quer te receber junto comigo”, declarou o advogado na mensagem.
Por meio de nota, o ministro André Mendonça confirmou o encontro com Vorcaro, afirmando que ocorreu a pedido do próprio empresário. Ele acrescentou que, ainda em março, recebeu o advogado do banqueiro e que mantém arquivados os memoriais escritos entregues durante as reuniões.
Segundo Mendonça, o tema tratado nos encontros foi a Suspensão de Tutela Provisória (STP) 976, em tramitação no STF, que discute créditos de precatórios de interesse do Banco Master. Na ocasião, o processo estava sob pedido de vista do ministro. O magistrado também informou que Vorcaro procurou outros integrantes da Corte para tratar da mesma questão, e que sua atuação no caso foi contrária ao que defendia o empresário.
Fonte: Jovem Pan





















