As primeiras viagens comerciais com aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical (eVTOL, na sigla em inglês) no Brasil podem começar a partir de 2028. A previsão foi apresentada durante reunião realizada nesta semana no Ministério de Portos e Aeroportos, que reuniu diversos órgãos e empresas para discutir os preparativos para a operação desses veículos.
Embora sejam popularmente chamados de “carros voadores”, os eVTOLs são aeronaves que realizam decolagem e pouso na vertical, sem a necessidade de uma pista convencional. A sigla significa “electric vertical take-off and landing”, ou aeronave elétrica de pouso e decolagem vertical.
Um dos exemplos destacados durante o encontro mostra o potencial de economia de tempo: um trajeto entre a zona Sul de São Paulo e o aeroporto de Guarulhos, que hoje leva cerca de duas horas de carro, poderia ser feito em apenas 12 minutos com o uso do eVTOL.
Para que as operações comerciais comecem em 2028, no entanto, é necessária a certificação das aeronaves, etapa fundamental para garantir segurança e operacionalidade. Além disso, outras demandas precisam ser atendidas, como a criação de infraestrutura adequada, incluindo os chamados vertiportos – locais destinados ao pouso, à decolagem e ao suporte das aeronaves.
Também é preciso formar um ecossistema que envolva fabricantes, órgãos de controle, reguladores, operadores de aeroportos, companhias aéreas, desenvolvedores de software e possíveis operadores privados de aeronaves e vertiportos. Essa necessidade foi apontada durante a reunião.
O encontro contou com representantes da Secretaria Nacional de Aviação Civil, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e da Eve, empresa do grupo Embraer.
De acordo com a Eve, a aeronave em desenvolvimento foi projetada para unir mobilidade aérea e menor impacto ambiental, com propulsão elétrica e zero emissões operacionais locais. O nível de ruído previsto em voo é inferior a 60 decibéis.
Fonte: NSC Total





















