A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, segue acompanhando de perto os desdobramentos de uma notícia falsa que o associa à intenção de retirar Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil. Até o momento, os levantamentos internos não registraram alterações significativas nas intenções de voto, mas a equipe permanece em alerta para evitar que a narrativa se transforme em um obstáculo eleitoral.
Segundo o tracking desta quarta-feira (30), Flávio aparece três pontos percentuais à frente do ex-presidente Lula no primeiro turno, o que configura empate técnico. O documento revela ainda que 18% do eleitorado brasileiro está em jogo, incluindo indecisos e aqueles que admitem mudar de voto. É nesse grupo que a campanha concentra parte de sua atenção nesta reta final.
Entre os segmentos religiosos, os números indicam espaço para conquistar votos. Flávio tem 56% das intenções entre os evangélicos, mas 21% desse eleitorado ainda está indefinido. Já entre outras religiões, o candidato registra 35% das intenções, enquanto 49% do segmento está entre os que ainda não decidiram ou podem mudar de voto. É nesse cenário que a campanha monitora os efeitos da narrativa sobre Nossa Senhora Aparecida.
A avaliação interna é que uma notícia falsa com conteúdo religioso pode dificultar a expansão de Flávio justamente fora de sua base mais consolidada. Mesmo que os 49% não sejam apenas católicos, há um entendimento de que o tema religião se entrelaça com outras questões, como cultura, e pode afastar eleitores de outras crenças que se sintam atingidos por uma suposta narrativa de intolerância.
Além do eleitorado religioso, a campanha identifica outros grupos com potencial de crescimento. Entre os eleitores com renda de até R$ 1.600, 27% ainda estão em jogo; na faixa de 16 a 24 anos, 25% podem mudar de voto ou estão indecisos.
Nos segmentos em que o voto já aparece mais consolidado, Flávio registra 56% entre os evangélicos, 53% no Sul e 53% entre os homens.
O tracking também mostra quais temas mobilizam os eleitores que ainda estão em jogo. Entre os 373 entrevistados que se declararam indecisos ou disseram que podem mudar de voto, a violência, a falta de segurança e o policiamento surgem como a principal preocupação, citada por 38%.
O dado chama atenção porque a segurança pública aparece à frente dos demais temas justamente entre o eleitorado que ainda pode alterar a escolha. Para a campanha, o recorte ajuda a identificar uma das agendas com potencial de alcançar esse grupo, que representa 18% do eleitorado.
Como mostrou a Jovem Pan, na terça-feira (29), Flávio gravou sobre o tema com o prefeito da capital, Ricardo Nunes. Os vídeos, para redes sociais, anunciam a criação do programa “Smart Brasil”, inspirado no Smart Sampa, da prefeitura de São Paulo. No material gravado, Flávio deve prometer que o “Smart Brasil” terá 2 milhões de câmeras espalhadas pelo país.
Fonte: Jovem Pan





















