O presidente Luiz Inácio Lula da Silva gerou polêmica nesta quinta-feira, 1º, ao declarar que os brasileiros que não podem pagar por carne bovina têm a alternativa de consumir ovos ou salada. A afirmação foi feita durante participação no Flow Podcast, em um contexto de debate sobre as dificuldades econômicas enfrentadas pela população.
“O povo brasileiro conhece a própria realidade”, afirmou Lula. “Se não há recursos para adquirir carne, comemos ovo. Se faltar dinheiro para o ovo, comemos salada.”
Na sequência, o presidente relembrou sua própria história. Ele mencionou que trabalhou por 27 anos em uma fábrica e que, em vários períodos de sua vida, precisou se alimentar apenas de arroz e feijão.
“Trabalhei 27 anos dentro de uma fábrica e muitas vezes comi arroz e feijão sem ovo”, declarou.
A fala ocorre quatro anos depois de Lula ter usado a picanha como símbolo de uma promessa econômica durante a campanha presidencial de 2022. Naquela época, o então candidato assegurou que, se voltasse ao poder, os brasileiros poderiam voltar a desfrutar do corte de carne em churrascos.
Durante a campanha de 2022, Lula associou a picanha e a cerveja à recuperação do poder aquisitivo da população. Em agosto daquele ano, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, ele afirmou que “o povo tem que voltar a comer churrasquinho, comer uma picanha e tomar uma cervejinha”.
Em outubro do mesmo ano, Lula retomou o tema em um ato de campanha em São Paulo. Ao discursar sobre o aumento da produtividade do agronegócio, disse que ainda mantinha a promessa de que o povo comeria picanha, referindo-se à capacidade produtiva do setor.
Já em abril de 2024, Lula declarou que não havia esquecido a promessa. “Pensa que eu esqueci da cervejinha e da picanha? Não esqueci”, afirmou durante um café com jornalistas. Na ocasião, ele também disse que o preço da carne havia caído, mas precisava diminuir ainda mais.
A nova declaração sobre carne, ovo e salada foi feita durante a campanha eleitoral de 2026, quando Lula concorre novamente à Presidência. No entanto, desta vez, o petista não apresentou uma nova promessa específica sobre o consumo de picanha.
Fonte: Revista Oeste




















