AGRONEGÓCIOBrasil embarca 1,18 milhão de toneladas de milho em 5 dias

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As vendas externas de milho do Brasil começaram agosto com velocidade notável. Em apenas cinco dias úteis, o país despachou 1,183 milhão de toneladas do grão, indicando uma retomada forte se comparada ao ritmo das semanas anteriores.

Os números, divulgados pela Secretia de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram embarques de exatamente 1.183.719,5 toneladas no período. Esse volume corresponde a 17,28% do total exportado em agosto de 2025, que foi de 6.848.668,3 toneladas.

Embora a média diária atual ainda fique abaixo da registrada no mesmo mês do ano passado, a comparação com julho revela uma aceleração notável. Nos cinco primeiros dias úteis de agosto, a média diária foi de 236.743,9 toneladas, contra 84.488,2 toneladas por dia em todo o mês de julho.

Em relação a agosto de 2025, a média diária atual é 27,4% menor, quando o país embarcou 326.127,1 toneladas por dia ao longo de 21 dias úteis. Mesmo assim, a tendência é de crescimento, já que o volume embarcado nos primeiros dias de agosto representa mais de 17% do total do mesmo mês no ano anterior.

A evolução é ainda mais evidente quando se observa o desempenho de julho. Na primeira parcial de 13 dias úteis daquele mês, a média diária era de apenas 60.515,8 toneladas. Com 18 dias úteis, subiu para 74.882,8 toneladas diárias, e ao final do mês, alcançou 84.488,2 toneladas por dia.

Agora, em apenas cinco dias, a média saltou para mais de 236 mil toneladas, o que demonstra uma mudança brusca no ritmo de exportação. Esse movimento é impulsionado pela maior disponibilidade do cereal da segunda safra, pela competitividade do produto brasileiro no mercado internacional e pela demanda aquecida.

A receita gerada pelas exportações de milho neste início de agosto também é expressiva. Nos cinco primeiros dias úteis, os embarques renderam cerca de US$ 286,594 milhões. Durante todo o mês de agosto de 2025, a receita somou US$ 1,355 bilhão.

A média diária de receita está em torno de US$ 57,318 milhões, abaixo dos US$ 64,584 milhões por dia registrados em agosto do ano passado. Essa diferença é explicada pelo aumento do preço médio da tonelada exportada, que subiu significativamente.

O preço médio do milho exportado neste início de agosto é de aproximadamente US$ 242,10 por tonelada, contra US$ 197,90 em agosto de 2025. Isso representa uma valorização de 22,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Essa alta no preço médio ajuda a entender por que a receita diária não caiu na mesma proporção que o volume embarcado, já que a diferença de volume é parcialmente compensada pelo valor maior do produto.

O desempenho das exportações tem impacto direto no mercado interno. Com o aumento da demanda externa, parte da oferta doméstica é direcionada aos embarques, o que pode reduzir a pressão sobre os preços em algumas regiões. Por outro lado, um ritmo mais lento de exportações tende a aumentar a disponibilidade interna, especialmente durante a colheita da segunda safra.

A aceleração dos embarques também é um sinal positivo para o produtor brasileiro, que vê no mercado externo uma alternativa para escoar a produção e obter melhores preços. A competitividade do milho nacional depende de fatores como câmbio, preços internacionais, custos logísticos e demanda dos importadores.

O aumento da disponibilidade de milho da segunda safra, que está em fase avançada de colheita, cria condições para que o Brasil amplie sua participação no comércio global do cereal nos próximos meses. No entanto, o resultado final dependerá da evolução dos embarques e das condições de mercado.

Analistas acompanham de perto os dados diários da Secex para avaliar se o ritmo atual se sustentará. Caso a média de 236 mil toneladas por dia seja mantida ao longo do mês, o volume total exportado em agosto poderá superar o do ano passado, o que seria um feito relevante.

Um dos fatores que podem influenciar o desempenho é a cotação do dólar frente ao real, que afeta a competitividade do produto brasileiro. Além disso, os preços do milho em Chicago, os prêmios nos portos e os custos de frete também são determinantes para a decisão de exportar.

O ritmo de comercialização dos produtores e a capacidade operacional dos portos também são itens fundamentais para garantir o escoamento da safra. Com a infraestrutura portuária operando de forma eficiente, os embarques podem continuar em ritmo acelerado.

Os números de agosto mostram que o Brasil está determinado a recuperar o terreno perdido no início do ano. Se o ritmo atual se mantiver, o país poderá fechar o mês com embarques próximos ou superiores aos de agosto de 2025, o que seria um excelente resultado para o agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

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