Dólar sobe com petróleo, juros dos EUA e pesquisa eleitoral
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MERCADODólar sobe com petróleo, juros dos EUA e pesquisa eleitoral no Brasil

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O dólar comercial registrava valorização de 0,78% em relação ao real nesta quarta-feira (23), sendo negociado a R$ 5,14. No dia anterior, a divisa americana havia recuado 0,11%, encerrando a R$ 5,10. O movimento de alta reflete uma combinação de fatores que voltaram a pressionar o mercado de câmbio.

Entre os principais vetores de tensão estão a cotação internacional do petróleo, a possibilidade de novos aumentos nos juros dos Estados Unidos e o cenário eleitoral brasileiro. Esses elementos têm impactado tanto o mercado de câmbio quanto o de ações, segundo analistas.

No mercado de energia, o barril do petróleo tipo Brent, referência global, subia 1,24%, cotado a US$ 100,48, por volta das 9h50. Já o West Texas Intermediate (WTI), utilizado como parâmetro nos Estados Unidos, apresentava leve alta de 0,67%, a US$ 91,13. Na véspera, a commodity havia oscilado bastante e fechado em queda pelo quinto dia consecutivo, influenciada pela expectativa de retomada das negociações de cessar-fogo entre EUA e Irã.

Nos Estados Unidos, membros do Federal Reserve (Fed) têm adotado um discurso mais rigoroso sobre a trajetória das taxas de juros. A probabilidade de um novo aumento na próxima reunião do banco central, marcada para 28 de outubro, é de 55,4%. Na semana passada, o Fed elevou a taxa em 0,25 ponto percentual, situando-a entre 3,75% e 4,00%. O Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Japão (BoJ) também promoveram ajustes em suas políticas monetárias.

No âmbito eleitoral, pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela AtlasIntel/Bloomberg aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuperou leve vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno. Lula aparece com 47,7% das intenções de voto, contra 47,4% do senador. No levantamento anterior, Flávio tinha 47,2% e Lula, 46,8%. Apesar da variação, os números indicam um cenário de empate técnico, sem mudanças significativas na corrida presidencial.

Fonte: Metrópoles

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