Na cidade de Criciúma, em Santa Catarina, uma iniciativa da Cruz Vermelha local tem mudado a vida de centenas de famílias em situação de vulnerabilidade. Cinquenta e cinco voluntários se dedicam, todos os meses, à produção de aproximadamente 3,8 mil fraldas descartáveis, que são distribuídas gratuitamente a pessoas acamadas e a entidades assistenciais.
O projeto, batizado de fábrica de fraldas solidárias, foi criado em 2019 e já ultrapassou a marca de 463 mil unidades produzidas desde então. A sede da organização fica na Rua Antônio Benedet de Angelo, número 15, no bairro Pinheirinho, onde toda a atividade é realizada.
De acordo com Sandra Castanhel, coordenadora da fábrica e membro da diretoria da Cruz Vermelha, atualmente há 230 famílias e 28 instituições cadastradas para receber as doações. A maioria dessas instituições é de longa permanência para idosos, que dependem do material para os cuidados diários.
As entregas são feitas em sistema de rodízio entre os beneficiários, pois, apesar do volume expressivo de produção, a demanda ainda é maior do que a capacidade de atendimento. “Não conseguimos contemplar todos os pedidos de uma só vez”, explica Sandra.
O funcionamento da fábrica envolve diferentes equipes de voluntários, que se dividem entre as etapas de fabricação e de distribuição. Às segundas-feiras, um grupo trabalha das 18h às 20h30. Já às quintas-feiras, outra equipe se reveza em semanas alternadas. Nas manhãs de quinta, os voluntários operam a máquina de produção; à tarde, saem para as entregas.
Os 55 voluntários ativos são suficientes para manter a capacidade máxima de produção. As fraldas são confeccionadas em tamanho padrão para adultos e idosos, mas há planos de, futuramente, fabricar também modelos infantis.
O maior obstáculo enfrentado pelo projeto é a obtenção de matéria-prima. A escassez de insumos já provocou duas paralisações temporárias e fez a produção mensal cair de cerca de 4 mil para 3,8 mil unidades. Além disso, o aumento nos preços dos materiais elevou o custo mensal de manutenção para R$ 6 mil.
Para manter as atividades, a fábrica conta com doações mensais de empresas como URC, Siecesc, Unimed e Credisol. O Rotary Club e a Unicred também contribuem, mas de forma eventual. “Cada doação é fundamental para que possamos continuar”, destaca a coordenadora.
Podem receber as fraldas prioritariamente pessoas acamadas em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Para se cadastrar, é necessário apresentar documentos pessoais e comprovante de residência. A distribuição ocorre às quintas-feiras à tarde, na sede da Cruz Vermelha, respeitando a disponibilidade de estoque e o rodízio entre os cadastrados.
A iniciativa é um exemplo de como a mobilização comunitária pode amenizar o sofrimento de quem mais precisa, oferecendo dignidade e cuidado a quem enfrenta dificuldades para adquirir itens básicos de higiene.
Fonte: NSC Total





















