Um homem foi detido preventivamente na tarde de terça-feira (1º) em Araranguá, município localizado no Sul de Santa Catarina, sob acusação de estupro de vulnerável. Segundo a Polícia Civil, o crime teria sido cometido contra a própria filha, com os abusos se estendendo por um período de sete anos.
As investigações indicam que os episódios tiveram início quando a vítima possuía apenas 8 anos de idade, perdurando até que ela completasse cerca de 15 anos. Durante todo esse tempo, o suspeito teria se aproveitado da autoridade que exercia como pai para praticar os atos ilícitos.
Além dos abusos contra a filha, o inquérito policial também revela um histórico de violência doméstica praticada pelo homem contra sua ex-esposa, em Forquilhinha, outra cidade da região Sul catarinense. As agressões teriam ocorrido em um contexto anterior ou concomitante aos fatos investigados.
A investigação foi conduzida pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil, que contou com o intercâmbio de informações com as Guardas Municipais da região. Durante os procedimentos, foram ouvidas testemunhas e reunidas provas materiais que corroboraram a ocorrência dos crimes, fundamentando o pedido de prisão.
O pedido de prisão preventiva foi acolhido pela Justiça, levando em consideração que o suspeito havia descumprido reiteradas vezes as intimações policiais e constantemente trocado de endereço, o que sugeria risco de fuga e tentativa de obstrução do andamento processual. A captura ocorreu em Araranguá, sem maiores contratempos.
Com a medida judicial em vigor, o homem permanecerá detido na unidade prisional local, à disposição da Justiça, até que o julgamento seja realizado. As autoridades não descartam a possibilidade de novas diligências para aprofundar o caso e verificar se há outras vítimas ou desdobramentos.
A Polícia Civil reforça a importância de denúncias em casos de violência doméstica e abuso sexual, destacando que os canais oficiais, como o Disque 100 e o 190, estão disponíveis para receber informações que possam ajudar a proteger crianças e adolescentes em situação de risco.
Fonte: ND+





















