Uma operação conjunta das forças de segurança resultou na descoberta de duas toneladas de cocaína escondidas em uma residência no bairro da Velha, em Blumenau. O imóvel havia sido alugado por integrantes de uma quadrilha através de uma imobiliária, sem levantar suspeitas. Ninguém morava no local, que servia exclusivamente como depósito para o entorpecente.
A propriedade pertence a uma senhora de idade, que não tinha conhecimento do uso criminoso que estava sendo feito do espaço. A apreensão ocorreu na madrugada do último sábado (18), poucas horas após outra grande apreensão.
Na noite anterior (17), uma tonelada e meia de cocaína já havia sido localizada em um imóvel no bairro Gravatá, em Navegantes. Todo o material apreendido nas duas ações, avaliado em mais de R$ 630 milhões, foi transportado para a sede da Polícia Federal em Florianópolis.
Vários furgões foram necessários para remover a droga, formando um verdadeiro paredão de tabletes de cocaína. Imagens registraram o momento em que a carga era descarregada na unidade da PF, com escolta realizada tanto por terra quanto por via aérea.
A operação envolveu equipes de inteligência da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar. O pontapé inicial foi dado após a apreensão de 487 quilos de cocaína na BR-101, em Joinville, ocorrida na semana anterior a esses eventos.
De acordo com a Polícia Militar de Blumenau, dois suspeitos foram presos em flagrante. A Polícia Federal agora investiga a origem da droga e o destino que ela teria. As autoridades consideram essa a maior apreensão de cocaína já registrada no estado de Santa Catarina neste ano.
A descoberta em Blumenau não é um fato isolado. Em dezembro do ano passado, as forças de segurança já haviam localizado um bunker em uma empresa de fachada na mesma cidade. Na ocasião, 613 quilos de cocaína foram encontrados no subsolo do galpão, que ficava no bairro Itoupava Norte.
Aquele material, segundo a PF, seria enviado para a Europa. O esquema envolvia um caminhão que transportava a droga até o local. A entrada do bunker era camuflada por um bloco de concreto, dificultando a descoberta.
As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e desmantelar a organização criminosa responsável pelos carregamentos.
Fonte: NSC Total


















