Quatro irmãos foram retirados do convívio familiar e levados a um abrigo após serem encontrados vivendo em condições degradantes no bairro São Sebastião, em Criciúma, no sul catarinense. A ação, ocorrida na última sexta-feira (21), foi conduzida pelo Conselho Tutelar, que constatou graves falhas nos cuidados básicos com os menores.
Conforme o órgão de proteção à infância, as crianças, com idades entre 5 e 9 anos, estavam sob a responsabilidade do pai, que se encontra desempregado e enfrenta sérios problemas decorrentes da dependência química. A mãe havia deixado os três filhos aos cuidados do genitor, que também vive em situação de vulnerabilidade social.
Quando os conselheiros chegaram ao imóvel, encontraram um ambiente com evidentes problemas de higiene e organização. As crianças estavam famintas, apresentavam infestação de piolhos e não frequentavam a escola regularmente. A falta de alimentação adequada e de cuidados essenciais motivou o acionamento da Polícia Militar para garantir a segurança durante o acolhimento emergencial.
Os três irmãos foram conduzidos a um abrigo da região, e o caso foi comunicado à Vara da Infância e da Juventude da comarca de Criciúma para as providências legais cabíveis.
Um quarto irmão, de 12 anos, também deveria ser incluído no acolhimento. No entanto, durante a abordagem, o adolescente fugiu correndo do local. A avó, que acompanhava o atendimento, inicialmente se comprometeu a levá-lo ao abrigo, mas o menino só foi apresentado pelo pai na sede do Conselho Tutelar na segunda-feira (24), três dias após a ocorrência.
O adolescente também foi encaminhado para o acolhimento institucional, completando o grupo de quatro irmãos resgatados. A Polícia Militar informou que o boletim de ocorrência foi encerrado após os devidos encaminhamentos realizados pelos órgãos competentes.
Especialistas em proteção à infância reforçam que situações como essa exigem uma rede de apoio integrada entre assistência social, saúde e educação para evitar o agravamento do quadro de vulnerabilidade. O caso segue sob acompanhamento do Judiciário e do Conselho Tutelar.
Fonte: NSC Total



















