O Vasco deu um passo importante rumo à semifinal da Copa do Brasil ao derrotar o Vitória por 1 a 0, na noite desta quarta-feira (26), em São Januário. O duelo de ida das quartas de final teve um protagonista inesperado: a expulsão do lateral-direito Cauã Barros logo aos 18 minutos do primeiro tempo, que obrigou o time carioca a se reorganizar e lutar contra a adversidade durante quase toda a partida.
O gol da vitória cruz-maltina saiu apenas no segundo tempo, aos 23 minutos, quando o colombiano Andrés Gómez aproveitou um contra-ataque, cortou para o meio e finalizou de pé esquerdo. A bola ainda tocou nas mãos do goleiro Lucas Arcanjo antes de entrar, mas a arbitragem confirmou o gol. Foi o primeiro tento do atacante nesta edição do torneio, quebrando um jejum que vinha incomodando a torcida.
A partida começou movimentada, com o Vasco tentando imprimir seu ritmo. Aos 18 minutos, porém, o cenário mudou drasticamente. Em uma saída de bola arriscada, Cauã Barros perdeu a disputa com Renato Kayzer e, para impedir o avanço, tocou a bola com a mão. O VAR foi acionado, e o árbitro Matheus Delgado Candançan revisou o lance, trocando o cartão amarelo pelo vermelho. A decisão gerou reclamações da diretoria vascaína, que alega que o atacante adversário também cometeu infração no lance.
Com um homem a menos, o técnico (que não foi citado) optou por uma mudança imediata: sacou o centroavante Spinelli e colocou o lateral-direito Paulo Henrique. A alteração deu mais solidez defensiva ao Vasco, que passou a apostar nos contra-ataques. A estratégia deu certo, pois o time criou boas oportunidades e assustou Lucas Arcanjo em alguns lances, enquanto o Vitória, apesar da vantagem numérica, não conseguia impor seu jogo e pecava na criação de jogadas ofensivas.
No intervalo, a diretoria do Vasco foi até o vestiário da arbitragem e reclamou das decisões do primeiro tempo, especialmente do pênalti pedido aos 31 minutos, quando a bola teria batido na mão de Cacá após disputa com Colidio. O árbitro, no entanto, marcou falta do argentino no lance.
O segundo tempo começou com o Vasco ainda ousando mais que o Vitória, mesmo em inferioridade numérica. Aos oito minutos, Andrés Gómez marcou, mas o assistente sinalizou impedimento do colombiano. Aos 23, ele não deu chances: recebeu na intermediária, avançou, cortou para o meio e soltou a bomba. O goleiro até tocou na bola, mas não evitou o gol do triunfo.
O Vasco quase ampliou aos 31 minutos, quando Colidio, bem posicionado, recebeu na área e finalizou, mas a bola explodiu na trave de Lucas Arcanjo.
O Vitória, orientado por Jair Ventura, tentou pressionar no final, mas esbarrou na segurança defensiva do Vasco, que segurou o resultado com autoridade. Léo Jardim, goleiro cruz-maltino, foi pouco exigido durante os 90 minutos.
Além da expulsão de Barros e do pênalti não marcado, o Vasco também reclamou de uma possível mão de Renato Kayzer no lance que originou o cartão vermelho. Para a torcida, o árbitro teria sido influenciado pela pressão dos jogadores do Vitória.
Com a vitória, o Vasco pode até empatar no jogo de volta, na próxima quarta-feira (2), no Barradão, para avançar às semifinais. O Vitória, por sua vez, precisa vencer por dois gols de diferença para se classificar no tempo normal. Se devolver o placar de 1 a 0, a decisão vai para os pênaltis.
O triunfo também quebra um tabu: o Vasco não vencia o Vitória em São Januário por competições oficiais há mais de cinco anos. A última vez tinha sido em 2019, pelo Campeonato Brasileiro.
No aspecto individual, Andrés Gómez, que vivia uma fase discreta desde a pausa para a Copa do Mundo, respondeu às críticas com o gol da classificação em aberto. Ele foi o destaque da partida, não só pelo tento, mas pela movimentação e entrega em um jogo que exigiu sacrifício coletivo.
O jogo de volta está marcado para o Barradão, em Salvador, e promete ser outro duelo equilibrado. O Vasco, porém, terá o desfalque de Cauã Barros, suspenso pelo cartão vermelho. O técnico terá de encontrar uma solução para a lateral direita, que pode ser ocupada por Paulo Henrique ou até mesmo por Puma Rodríguez, improvisado.
Fonte: Lance




















