COMO FICAM OS MOTORES?Mistura de gasolina com 32% de etanol começa a valer neste sábado (1º)

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A partir deste sábado, 1º de agosto, todos os postos de combustíveis do Brasil devem comercializar gasolina com maior proporção de etanol anidro na mistura. A nova determinação eleva o percentual de 30% para 32% tanto na gasolina comum quanto na aditivada, conforme anunciado pelo Governo Federal.

A medida foi oficializada na quinta-feira (30), em edição extra do Diário Oficial da União, por meio da Resolução CNPE nº 9/2026. De caráter excepcional, a alteração terá validade inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação por mais um período equivalente, totalizando até um ano de vigência, caso seja renovada.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a mudança não atinge a gasolina premium. Esse tipo de combustível continua com a mistura de 25% de etanol anidro, mantendo as características que o diferenciam no mercado.

No comunicado divulgado na sexta-feira (31), a ANP esclareceu que as especificações técnicas da gasolina permanecem inalteradas, apesar do aumento do teor de etanol. O Número de Octano Pesquisa (RON), que mede a resistência à detonação do combustível, segue fixado no valor de 94,0, conforme estabelecido pela Resolução ANP nº 807/2020.

A agência reguladora também definiu prazos de adaptação para distribuidoras e postos revendedores, já que os estoques atuais foram produzidos conforme a regra anterior (E30). Assim, haverá tolerância na fiscalização da venda da gasolina antiga, permitindo que a cadeia se ajuste sem sofrer penalidades imediatas.

Para as distribuidoras, o período de adequação é de 15 dias nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Já na Região Norte, o prazo é mais longo: 30 dias, devido aos desafios logísticos e ao tempo de transporte do produto até os pontos de venda.

Os postos revendedores terão prazos maiores. Nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, o limite é de 30 dias para se adaptar à nova mistura. Na Região Norte, o prazo se estende para 60 dias, considerando as dificuldades de abastecimento local.

Essa medida temporária visa aumentar a utilização do etanol na matriz energética, mas também pode impactar o preço final da gasolina, uma vez que o etanol tem custo diferenciado em relação ao combustível fóssil. Especialistas alertam que a mistura maior pode demandar ajustes em motores que não estejam preparados para essa concentração.

Fonte: ND+

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