O candidato à Presidência pelo partido Novo, Romeu Zema, disse nesta sexta-feira (31/7) que as apurações que miram o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva podem ter reflexos na corrida eleitoral do próximo ano. Em conversa com jornalistas, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que situações como essa ampliam a percepção de que governantes e seus parentes vivem em uma realidade distante da maioria dos brasileiros.
“Não tenho dúvida de que isso terá impacto. O que se vê em Brasília é uma parcela da classe política vivendo no luxo, enquanto a população enfrenta dificuldades. Isso inclui parentes de autoridades. Temos o filho do presidente Lula sendo alvo de escândalos, além do caso da esposa de um ministro que assinou contratos de R$ 129 milhões. É algo que envergonha o país”, declarou.
As declarações surgem depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a Polícia Federal a investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suspeitas de tráfico de influência e corrupção. O caso está relacionado a um processo que envolve a liberação para comercialização de cannabis medicinal no Brasil.
Além disso, o nome de Lulinha também aparece em outra investigação da PF, que apura possíveis fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As apurações estão em estágio inicial, e a defesa dele nega qualquer irregularidade.
Na entrevista, Zema aproveitou para comparar sua trajetória à de outros políticos. O candidato afirmou que, em sete anos à frente do governo mineiro, nunca nomeou parentes para cargos públicos. “Não levei nenhum familiar para trabalhar comigo. Meus próprios filhos tiraram o sobrenome Zema para não terem qualquer tipo de privilégio”, destacou.
O ex-governador defendeu uma renovação no cenário político nacional. Para ele, o país precisa de mais gestores comprometidos com a ética e com o bem-estar da população. “Precisamos levar brasileiros honestos e competentes para Brasília”, concluiu.
Fonte: Diário do Brasil Notícias


















