COISA DE HACKERRenan Santos diz ter provas de acesso ao e-mail de Flávio para filiação irregular

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O presidenciável Renan Santos, do partido Missão, declarou nesta quinta-feira (13) que possui evidências de que uma pessoa não identificada acessou a caixa de entrada do senador Flávio Bolsonaro e confirmou a filiação dele à legenda. Segundo o candidato, o mesmo indivíduo também teria clicado no link para baixar o aplicativo de militância do partido.

“Temos como provar que, ao entrar no e-mail do Flávio, alguém apertou o botão que confirmava a adesão e ainda clicou para acessar nosso aplicativo de militantes”, afirmou Renan em postagem na rede social X.

Flávio foi oficialmente escolhido pelo PL como seu postulante ao Palácio do Planalto no fim de julho. No entanto, sua equipe de campanha relatou, também nesta quinta, a impossibilidade de formalizar o registro da candidatura porque o nome do senador aparece no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vinculado ao Missão.

O TSE descartou qualquer invasão aos seus sistemas e esclareceu que a filiação foi processada por alguém que utilizou credenciais válidas do partido Missão.

Por volta das 15h30, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente da corte eleitoral, determinou o cancelamento da filiação ao Missão e a restauração do vínculo de Flávio com o PL, permitindo assim o registro de sua candidatura.

O Missão entregou à imprensa um relatório elaborado por seu setor de tecnologia, no qual detalha as informações usadas pela pessoa responsável pelo ato. O documento menciona que o endereço informado no cadastro era “Rua Dos Bandidos, n° 666, Bairro Miliciano, Rio de Janeiro/RJ”.

Em vídeo distribuído aos veículos de comunicação, Renan afirmou que alguém se passou pelo senador, criou o cadastro no sistema do partido e tentou concluir a filiação. Ele também indicou que o sistema do TSE estava momentaneamente indisponível, e que o Missão possui registros que comprovam essa indisponibilidade.

O candidato reforçou o que o partido já havia comunicado mais cedo: a sigla contatou o escritório de Flávio. “O gabinete do senador abriu os e-mails, então estava ciente de tudo, mas nenhuma providência foi tomada por eles para resolver a situação.”

Renan negou que o episódio decorra de falha interna do Missão. “Não houve brincadeira de nossa parte. Vamos colaborar para identificar o responsável por essa artimanha.”

Ele também deixou claro que Flávio não é bem-vindo na legenda. “Isso mancha a reputação do nosso partido. Não queremos ninguém com esse perfil sequer sonhando em usar a marca de gente íntegra e trabalhadora do Missão.”

Em nova manifestação, Renan propôs um debate público ao vivo com Flávio para esclarecer os fatos. “Desafio-o a um encontro transmitido ao vivo, em qualquer emissora, mostrando tudo nos mínimos detalhes, IP por IP, log por log.”

O relatório de quatro páginas do departamento de tecnologia do Missão, divulgado à imprensa, aponta que a filiação de Flávio contém indícios de ter sido executada “por terceiro não identificado, sem autorização do titular do nome utilizado”.

Conforme o documento, houve duas tentativas de filiação: a primeira em 2 de agosto, na modalidade que exigia pagamento de R$ 4.789,68. Foram feitas duas tentativas de Pix, mas nenhuma foi concluída, o que levou ao cancelamento automático.

Na mesma data, porém, uma segunda solicitação foi aberta, agora na modalidade sem contribuição financeira. Nesse novo pedido, o partido identificou divergência entre o CPF informado e o CPF vinculado ao título de eleitor do senador. Diante disso, a legenda acionou o TSE para solicitar a exclusão do registro.

Fonte: O Sul

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