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CADA VEZ MENOSCandidaturas em SC caem 30% e atingem menor número em 12 anos

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Santa Catarina registrou 692 candidaturas para os cargos em disputa nas Eleições 2026, número 30% inferior ao de 2022, quando o estado teve 992 concorrentes. Trata-se do menor volume desde 2014, quando 676 pessoas disputaram cargos eletivos.

O prazo para os partidos solicitarem o registro de candidaturas terminou no sábado (15), véspera do início oficial da campanha eleitoral, que começou no domingo (16). Os pedidos ainda passarão pela análise da Justiça Eleitoral.

Na disputa pelo governo estadual, oito nomes estão inscritos. Para o Senado, são 13 postulantes, o único cargo que registrou aumento em relação ao pleito anterior, quando havia 11 candidatos — naquele ano, apenas uma vaga estava em jogo. Além disso, 13 candidaturas à Presidência foram apresentadas, mesmo número de 2022.

A redução em Santa Catarina acompanha a tendência nacional. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu 20,5 mil pedidos em todo o país, 30% menos do que os 29,2 mil registrados na eleição passada. Esse foi o primeiro recuo em duas décadas e o menor contingente de concorrentes desde 2010.

Entre os fatores que explicam a queda estão a criação e o aumento das federações partidárias. Essa ferramenta permite que partidos se unam para superar a cláusula de barreira e garantir acesso a recursos como o fundo partidário e o tempo de propaganda eleitoral. Na prática, as siglas que antes lançavam listas completas para deputado federal e estadual agora integram uma única aliança, reduzindo o número de candidatos.

Outros motivos incluem a diminuição do limite de candidatos por partido, adotada em 2022, e o endurecimento da fiscalização contra candidaturas fictícias. Esses fatores teriam contribuído para o encolhimento do total de postulantes no pleito de 2026.

A participação feminina teve leve alta em Santa Catarina. Em 2022, eram 331 mulheres entre os candidatos, contra 253 neste ano. Em termos proporcionais, a representatividade feminina subiu de 33% para 37% do total de inscrições.

Já a proporção de candidatos negros ficou estável. Na eleição passada, 162 concorrentes se declararam pretos ou pardos, o equivalente a 16,3% do total. Agora, são 108, representando 15,6% das candidaturas, uma variação sutil para menos.

No cenário nacional, os negros representam 49,9% das candidaturas, quase três vezes mais do que em Santa Catarina. Em 2022, o percentual nacional era de 50,3%. Em contrapartida, os brancos somam 83,2% dos candidatos catarinenses, com 576 nomes, um leve avanço frente aos 82,9% de quatro anos atrás, quando eram 823.

A maior queda proporcional ocorreu entre os candidatos a deputado estadual. O número caiu de 617 para 408, uma redução de 34%. Para deputado federal, o recuo foi de 27%, com 314 postulantes em 2022 e 229 neste ano.

O PL, partido do governador Jorginho Mello, lidera em número de candidaturas em Santa Catarina, com 61 nomes. Em seguida, aparecem Podemos, com 57, e Novo, com 56, ambos coligados à chapa de reeleição do governador.

Entre as profissões declaradas pelos candidatos, empresário é a mais comum, com 112 postulantes (16% do total). Advogado vem em segundo lugar, com 69 (9,97%), seguido por vereador, com 44 (6,3%).

A faixa etária de 45 a 49 anos concentra o maior número de candidatos em Santa Catarina, com 107 nomes (15,5%). Logo atrás, a faixa de 50 a 54 anos conta com 102 postulantes (14,7%).

Os dados reforçam um movimento de redução na oferta de candidaturas, que pode impactar o cenário político nos próximos anos, com partidos mais enxutos e maior concentração de forças em coligações e federações.

Fonte: NSC Total

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