Uma nova sondagem eleitoral divulgada nesta quarta-feira (26) pelo instituto Neokemp, em parceria com o portal OCP News, mostra a deputada federal Carol De Toni (PL) na dianteira da corrida por uma vaga no Senado Federal por Santa Catarina. Ela registrou 25,5% das intenções de voto na primeira opção, enquanto o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) aparece logo atrás, com 24,2%. Já o ex-senador Esperidião Amin (PP) soma 16%.
De acordo com o levantamento, a distância entre os dois primeiros colocados é de apenas 1,3 ponto percentual, um índice inferior à margem de erro estimada em 3,1 pontos para mais ou para menos. Por isso, os dois são considerados tecnicamente empatados, ou seja, dentro da margem de oscilação prevista.
Na segunda opção de voto, o cenário muda de figura. Amin aparece na liderança, com 22,8%, praticamente empatado com Carol De Toni, que registra 22,4%. Carlos Bolsonaro cai para a terceira posição nesse recorte, com 16,1%.
Quando se considera a soma das menções ao longo das duas opções de voto, Carol De Toni amplia sua vantagem e alcança 47,9%, seguida por Carlos Bolsonaro, com 40,3%, e Amin, com 38,8%. A pesquisa ouviu 1.008 eleitores em 104 municípios catarinenses nos dias 24 e 25 de agosto.
O ex-prefeito de Blumenau e candidato do PT ao Senado, Décio Lima, aparece em quarto lugar nas intenções de primeiro voto, com 14,6%. Na sequência, vêm Antídio Lunelli (MDB), com 7,2%, e Afrânio Boppré (PSOL), com 3,5%. Os demais postulantes ficaram abaixo de 1% individualmente.
A pesquisa também revela uma mudança em relação ao levantamento anterior, realizado em maio. Naquele momento, Carlos Bolsonaro era o líder isolado, com 28,4%, enquanto Carol De Toni apresentava os mesmos 25,5% de agora. Desde então, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro oscilou para 26,4% em junho e 27,7% em julho, até recuar para os atuais 24,2%.
Carol De Toni, por sua vez, sofreu uma queda em junho, quando marcou 17,4%, mas conseguiu se recuperar nas duas edições seguintes da sondagem: em julho chegou a 24,3% e agora voltou ao patamar de maio. Assim, a deputada demonstra uma trajetória de consolidação entre o eleitorado catarinense.
A análise da segunda opção de voto mostra outro movimento relevante. Amin vinha oscilando em torno de 13% a 14% entre maio e julho, mas saltou para 22,8% na mais recente medição. Em contrapartida, Carlos Bolsonaro apresentou uma sequência decrescente, caindo de 21,5% para 16,1% no mesmo período.
A pesquisa ainda indica que o eleitorado catarinense mantém um alto índice de indefinição: 5,4% não souberam responder sobre a primeira escolha e 7,3% não opinaram sobre a segunda. Os votos brancos e nulos somam 2,6% no primeiro cenário e 2,7% no segundo.
No que diz respeito à soma das menções, Décio Lima alcança 24,7%, Antídio Lunelli 14,6% e Afrânio Boppré 11,8%. Esses percentuais refletem a força de cada candidato ao longo de duas opções de escolha.
O instituto também questionou os eleitores sobre a rejeição dos postulantes, mas os dados consolidados não foram totalmente detalhados na divulgação. A margem de erro da pesquisa é de 3,1 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Especialistas em análise política ouvidos pela reportagem avaliam que o cenário catarinense segue bastante competitivo, com possibilidade de mudanças até a data do pleito. A disputa pelas duas vagas ao Senado deve ganhar novos contornos com o andamento das campanhas e os debates entre os candidatos.
Fonte: ND+





















