The Economist aponta Supremo como ameaça à democracia em
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IMAGEM NEGATIVAThe Economist aponta Supremo como ameaça à democracia em meio a escândalo de corrupção

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A revista britânica The Economist publicou, nesta quinta-feira (10), um artigo no qual analisa a crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF) e afirma que a corte se transformou em uma ameaça à democracia no Brasil. Segundo a publicação, a situação se agravou com o surgimento de um escândalo de corrupção que atinge diretamente a imagem do tribunal.

O texto relembra que o STF foi responsável por condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, impondo-lhe uma pena de 27 anos de prisão, mesmo diante de pressões externas, incluindo ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A revista ressalta que, naquele momento, a corte atuou como defensora da ordem democrática.

No entanto, a Economist sustenta que, com a proximidade das eleições gerais marcadas para 4 de outubro, a dinâmica se inverteu. “Os defensores da democracia se tornaram uma ameaça”, escreve a publicação, que aponta o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo contra Bolsonaro, como figura central de um escândalo de corrupção “desagradável e cada vez maior”.

A revista elenca uma série de decisões polêmicas atribuídas a Moraes, como a derrubada de perfis em redes sociais, e critica o fato de o ministro ter acumulado os papéis de vítima, acusador e juiz no inquérito das Fake News. A Economist também menciona os vínculos de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, revelados em conversas citadas em relatório da Polícia Federal, e a reação do ministro, que pediu a investigação de outro integrante do STF, André Mendonça, relator do caso do Banco Master.

O artigo descreve a crise que se seguiu e que atingiu também a Polícia Federal, após a tentativa de Mendonça de afastar o chefe da corporação, Andrei Rodrigues. “A Polícia Federal acusou Mendonça de interferir na coleta de provas. Em 8 de setembro, ele tentou suspender o chefe da Polícia Federal e impedir a produção de relatórios de inteligência sobre ministros”, relata a Economist. A publicação lembra que, em 2020, quando era ministro da Justiça de Bolsonaro, Mendonça supervisionou a elaboração de um dossiê sobre centenas de policiais e acadêmicos considerados inimigos pelo então presidente.

Por fim, a revista conclui que a “disfunção no tribunal” fortalece os aliados de Bolsonaro no Congresso e que eventuais erros processuais podem abrir caminho para o encerramento do caso do Banco Master, beneficiando Moraes e dezenas de políticos, entre eles Flávio Bolsonaro. “O maior perdedor seria a democracia”, sentencia a Economist, destacando que a confiança na Suprema Corte brasileira está se deteriorando.

Fonte: CNN Brasil

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