Durante uma expedição de pesca esportiva no Rio Paranaíba, no município de Limeira do Oeste (MG), o pescador Pedro Nascimento, de 33 anos, conseguiu um feito notável: capturou um tucunaré-azul (Cichla piquiti) medindo 68 centímetros de comprimento. A captura ocorreu em 15 de agosto de 2026, mas só ganhou destaque após a confirmação oficial pela BGFA Recordes, entidade responsável pela homologação de recordes de pesca no Brasil.
A marca obtida por Pedro é suficiente para igualar o recorde brasileiro e mineiro absoluto masculino na categoria comprimento. O feito coloca o pescador ao lado de outros dois nomes: Alexandre de Lião e Luiz Carlos Picardi Junior, que já haviam alcançado a mesma medida. O recorde de 68 centímetros permanecia intacto desde 2022.
O êxito da captura não foi por acaso. No dia anterior à fisgada, o guia que acompanhava a expedição percebeu movimentação de tucunarés em uma área mais profunda do rio e indicou o local exato para Pedro. A orientação do profissional foi decisiva para que o pescador chegasse ao ponto certo.
Ao chegar ao local indicado, Pedro avistou um casal de tucunarés. No primeiro arremesso, conseguiu capturar a fêmea. Ciente de que o macho ainda estava por perto, ele lançou a isca novamente e fisgou o exemplar que viria a ser o recordista, com 68 centímetros.
A pescaria seguiu o padrão esportivo de captura e soltura. Após a medição, o tucunaré foi devolvido vivo à água. Os dados da captura foram então enviados à BGFA Recordes para análise e homologação.
Nas redes sociais, Pedro Nascimento descreveu a experiência como um dos momentos mais emocionantes de sua trajetória na pesca esportiva. Ele relatou a adrenalina vivida durante a luta com o animal e afirmou que a conquista representou a realização de um sonho dentro do esporte.
O tucunaré-azul é uma espécie que chama a atenção por suas características marcantes. O nome científico Cichla piquiti tem origem no tupi-guarani e significa “listrado”, uma referência às cinco largas barras verticais escuras que o peixe adulto apresenta. Essas faixas são utilizadas por pesquisadores para identificar a espécie.
Além das listras, o tucunaré-azul possui um ocelo próximo à cauda — uma mancha circular que lembra a aparência de um olho. Como outros tucunarés, pertence a um grupo de peixes predominantemente piscívoros, que se alimentam de outros peixes e também podem consumir invertebrados.
A distribuição natural do tucunaré-azul abrange as bacias dos rios Tocantins e Araguaia. No entanto, a espécie foi introduzida em outras bacias brasileiras, como a do Paraná, onde se estabeleceu e hoje é encontrada em áreas procuradas por pescadores esportivos.
Os tucunarés são conhecidos por construir ninhos e apresentar cuidado parental, comportamento em que os adultos permanecem envolvidos na proteção da prole. Essa característica torna a espécie ainda mais interessante para os praticantes da pesca esportiva, que buscam a captura consciente e a preservação dos estoques pesqueiros.
A homologação do recorde por Pedro Nascimento reforça a importância do Rio Paranaíba como destino para a pesca esportiva e destaca a relevância do trabalho de guias especializados, que conhecem o comportamento dos peixes e contribuem para o sucesso das expedições.
Fonte: NSC Total




















