O furto de gado, conhecido como abigeato, tornou-se uma preocupação crescente entre os pecuaristas de Canoinhas, no Planalto Norte catarinense. O crime, que envolve o abate clandestino dos animais dentro das próprias propriedades, vem causando perdas financeiras significativas e aumentando a sensação de insegurança no campo.
Relatos de produtores locais indicam que a prática tem se repetido com frequência, afetando diretamente a rotina de quem depende da pecuária para viver. As informações foram divulgadas pelo portal JMais.
O produtor Adelto Roskanp, da localidade de Forquilha, afirma já ter sido alvo dos criminosos em diversas ocasiões. O episódio mais recente ocorreu em fevereiro deste ano, segundo ele.
Roskanp comercializa entre 50 e 100 cabeças de gado por semana, e os furtos recorrentes têm impactado sua atividade. Ele relata que, apesar dos boletins de ocorrência registrados, não percebe avanços nas investigações.
“No meu caso, são quatro ou cinco por ano. A gente faz boletim, mas fica a dúvida se isso não está só enchendo gaveta. Tem que ser tomada uma providência urgente. Não dá mais”, desabafa o pecuarista.
Outro produtor, que preferiu não se identificar, contou ao JMais que já perdeu várias cabeças de gado e que não acredita que as denúncias tenham resultado em medidas concretas. “Nem sei se adianta se envolver com esse troço. Foi várias e várias cabeças. Não foi uma nem duas”, lamenta.
Segundo ele, os furtos foram comunicados à polícia e até nomes de suspeitos foram informados, mas nenhuma providência foi tomada até o momento.
O abigeato consiste no roubo de animais, muitas vezes abatidos ainda na fazenda, sem qualquer controle sanitário. Os criminosos levam apenas a carne e abandonam partes da carcaça no local, gerando desperdício e revolta entre os criadores.
Além do prejuízo financeiro, a forma como os animais são mortos indigna Adelto. “A gente trabalha com transporte de gado e tem todo um cuidado com o bem-estar animal, para não bater, separar os maiores dos menores. Aí você chega lá e encontra um animal morto na judiaria, na bordoada, a cacete. Você vê que ele sofreu. Eles deixam os pedaços que não querem e vão embora”, relata.
A reportagem do ND Mais procurou a Polícia Militar para obter informações sobre o número de boletins de ocorrência registrados na região e como as investigações são conduzidas. Até o fechamento da matéria, não houve retorno.
O espaço segue aberto para manifestação das autoridades. Enquanto isso, os produtores de Canoinhas convivem com a sensação de abandono e o medo de novos ataques às suas propriedades.
Fonte: ND+




















