Programa Alesc Sustentável completa cinco anos com expansão
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SUSTENTABILIDADEPrograma Alesc Sustentável completa cinco anos com expansão de iniciativas ambientais

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O Programa Alesc Sustentável acaba de completar cinco anos desde sua criação oficial. Instituído pelo Ato da Mesa nº 339, em 23 de setembro de 2021, o programa reúne um conjunto de iniciativas voltadas à gestão ambiental, à redução de resíduos, à economia de água, à geração de energia limpa e ao uso mais consciente dos recursos. Antes mesmo da formalização, algumas dessas práticas já vinham sendo adotadas desde 2019.

No decorrer desses anos, ações como o reaproveitamento da água da chuva, a geração de energia solar, a coleta seletiva e a destinação ambientalmente correta de materiais foram incorporadas à rotina da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Um exemplo concreto é o Palácio Barriga Verde, que dispõe de 636 módulos fotovoltaicos para produção de energia. Também foram implementadas medidas para diminuir o consumo de água e melhorar a destinação de resíduos, incluindo componentes eletrônicos.

Entre as iniciativas que ganharam impulso mais recentemente está o projeto Alesc Menos Lixo. Iniciado como piloto no 8º andar da Unidade Administrativa, o programa já ultrapassou a marca de 350 quilos de resíduos encaminhados corretamente desde julho de 2025. A proposta envolve a separação de diversos materiais, como papel, lacres, blisters, esponjas, tampinhas, pilhas e baterias, além de capacitação das equipes e ações para estimular a participação dos setores. Em 2026, o projeto foi estendido a outros andares da Unidade Administrativa e agora será implantado no Palácio Barriga Verde.

A gestão de resíduos também ganhou novas frentes, como os coletores para bitucas de cigarro. Desde setembro de 2025, quando foram instalados, o programa já recolheu 80 mil bitucas, o equivalente a 32,1 kg de lixo tóxico que deixou de ser descartado no solo, na água ou em aterro sanitário.

Outra área que avançou em 2026 foi a economia de água. Em março, foram instaladas 109 válvulas VLV no Palácio Barriga Verde, com estimativa de redução de até 63% no consumo. A tecnologia permite controlar melhor a vazão de água e de ar nos sistemas hidráulicos.

A sustentabilidade também começa a permear os processos de compra. As chamadas Licitações Verdes estão sendo incorporadas aos Estudos Técnicos Preliminares, com cláusulas que estabelecem requisitos de sustentabilidade para compras públicas e contratos. Outra iniciativa é a Agenda A3P, desenvolvida em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A Alesc já criou a Comissão Gestora responsável por acompanhar essa agenda e trabalhar com indicadores que permitam medir os resultados das ações de sustentabilidade.

A coordenadora de Sustentabilidade e Acessibilidade da Alesc, Isabel Pinheiro de Paula Couto, destaca que os resultados são expressivos, mas ressalta que o mais importante é que o cuidado com o meio ambiente se tornou uma política institucional da Casa. “O principal legado desses cinco anos foi consolidar a sustentabilidade como parte da cultura e da gestão da Alesc. Ao longo desse período, deixamos de atuar apenas com ações pontuais e avançamos para uma atuação mais estruturada, envolvendo gestão de resíduos, consumo de recursos, eficiência energética, educação ambiental, agrofloresta e acessibilidade”, afirma. “A criação da Coordenadoria de Sustentabilidade e Acessibilidade também representa esse amadurecimento e a institucionalização dessa agenda dentro da Alesc.”

Cinco anos depois, o Alesc Sustentável não se limita ao que já foi implantado. Novos projetos estão em andamento e ampliam a presença da sustentabilidade na rotina da Casa. Um deles é a Agrofloresta, em fase de implantação, que reúne espécies nativas e possibilidades de aproveitamento de resíduos orgânicos. O projeto já conta com acompanhamento técnico e tem promovido workshops para que servidores participem de atividades de plantio e colheita.

Também estão no planejamento a compostagem de resíduos orgânicos, a Horta Sensorial, a criação de um espaço para abelhas nativas sem ferrão, a Feira Agroecológica e novas ações de paisagismo com espécies nativas. A Horta Sensorial, por exemplo, foi pensada como uma estrutura suspensa e acessível, permitindo a interação com plantas e estimulando os sentidos.

A ideia para os próximos anos é ampliar esse movimento: transformar projetos em práticas, acompanhar resultados e fazer com que sustentabilidade e acessibilidade estejam cada vez mais presentes nas decisões e na rotina da Alesc. “Temos projetos em desenvolvimento, como a horta sensorial, a feira orgânica, a criação de abelhas nativas sem ferrão, a compostagem e o PedalAlesc, que trabalham diferentes dimensões da sustentabilidade, como biodiversidade, alimentação saudável, gestão de resíduos, mobilidade, educação ambiental e acessibilidade”, completa Isabel. “Ao mesmo tempo, precisamos integrar cada vez mais essas iniciativas à rotina dos servidores e continuar trazendo novas soluções e boas práticas para que a sustentabilidade esteja cada vez mais incorporada à gestão do Legislativo Catarinense.”

Cinco anos representam apenas uma etapa. O trabalho continua.

Fonte: Assembleia SC

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