Um biólogo de Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, publicou um vídeo em suas redes sociais mostrando o momento em que localizou uma aranha armadeira dentro de sua própria casa. A espécie é considerada a mais perigosa do Brasil e, segundo o especialista, sua presença é comum em áreas próximas a regiões de mata.
Durante a gravação, o biólogo Giba alertou os seguidores sobre os perigos representados por esse aracnídeo peçonhento. Ele explicou que a armadeira tem hábitos noturnos e permanece escondida durante o dia em locais escuros e protegidos, o que aumenta o risco de contato acidental com moradores.
O especialista orientou que as pessoas sempre verifiquem sapatos, armários, móveis e outros recantos antes de colocar as mãos ou os pés. Essa precaução é fundamental para evitar picadas, já que a aranha pode se abrigar nesses objetos sem ser notada.
No vídeo, Giba também descreveu as principais características para identificar a espécie. A aranha armadeira pode atingir até 15 centímetros de envergadura, possui listras escuras na parte inferior das pernas, manchas claras sobre o abdômen e uma faixa escura próxima ao corpo.
Outro traço marcante é seu comportamento defensivo: quando se sente ameaçada, ela ergue as patas dianteiras antes de atacar. Esse sinal serve como um aviso para que as pessoas se afastem rapidamente.
O registro foi feito na cidade de Jaraguá do Sul, região que, segundo o biólogo, oferece ambiente favorável para a ocorrência da espécie devido à proximidade com vegetação nativa. Ele reforçou que qualquer residência situada perto de áreas verdes pode abrigar esses animais.
Diante do ocorrido, o especialista recomendou que, em caso de avistamento, a população não tente capturar ou matar a aranha por conta própria. O ideal é acionar órgãos ambientais ou profissionais capacitados para realizar a remoção com segurança.
A aranha armadeira é responsável por grande parte dos acidentes com aracnídeos no país, e seu veneno pode causar reações graves, incluindo dor intensa, sudorese e, em casos extremos, complicações cardíacas. Por isso, a prevenção é a melhor forma de evitar incidentes.
A reportagem é de Yasmin Rech, jornalista da equipe do ND Mais, que cobre temas factuais do Norte catarinense, incluindo segurança e infraestrutura.
Fonte: ND+


















