BRASIL NA FINALBrasil enfrenta Turquia em busca do título inédito da VNL feminina

publicidade

A seleção feminina de vôlei do Brasil enfrenta a Turquia neste domingo (26) na grande final da Liga das Nações (VNL), em busca de seu primeiro título na competição. Após eliminar a favorita Itália na semifinal, o time comandado por José Roberto Guimarães terá um novo desafio de alto nível diante de uma equipe que se destaca pelo poder ofensivo.

A vitória sobre a Itália foi construída com base no trabalho coletivo e na eficiência defensiva, mas contra a Turquia a atenção precisará ser redobrada ao ataque adversário, liderado pela oposta Melissa Vargas. A turca é a segunda maior pontuadora do torneio, com 260 pontos, além de ser a segunda melhor atacante e a terceira melhor sacadora.

A Turquia chega à decisão embalada por uma trajetória de crescimento ao longo da VNL. Na fase classificatória, terminou em quarto lugar. Nas quartas de final, eliminou o Canadá, e na semifinal venceu a China sem perder sets. O retrospecto recente, no entanto, favorece o Brasil: nos últimos 11 confrontos, a seleção brasileira venceu sete.

O ataque turco oscilou no início da competição. Na derrota para os Países Baixos, a eficiência ofensiva foi de apenas 15%. Já contra a Itália, subiu para 24%. A partir da segunda etapa, porém, o rendimento disparou: 52% diante da Bélgica, 45% contra o Canadá e 41% frente à China.

Grande parte dessa evolução se deve a Vargas. Neutralizar a oposta será uma das principais missões do bloqueio brasileiro. Ela é a referência ofensiva da equipe e também uma ameaça no saque, ocupando a terceira posição no ranking do fundamento.

O desempenho ofensivo da Turquia começa na recepção, que é uma das mais consistentes da VNL. A equipe registrou 73% de passes positivos contra a República Dominicana e também na semifinal diante da China. Contra Bulgária (66%), Alemanha (61%), China na fase classificatória (63%) e Japão (64%), os números também foram elevados.

Com a recepção funcionando, a levantadora Sahin consegue acelerar a distribuição e explorar todo o potencial de Vargas, da central Zehra Günes e das ponteiras. Por isso, pressionar a recepção adversária será uma prioridade do Brasil na decisão.

O saque não tem sido o principal diferencial da Turquia. Em boa parte da competição, a eficiência no fundamento foi baixa ou negativa: -6% contra a Itália, -5% diante dos Estados Unidos, -12% frente ao Japão e -4% contra a Tailândia. A equipe constrói suas vitórias mais pela qualidade da recepção e eficiência do ataque do que pelos pontos diretos de saque.

Apesar da força turca, o Brasil chega fortalecido pela vitória sobre a Itália. Mesmo desfalcada de Julia Kudiess, Gabi Guimarães, Tainara e Nyeme, a seleção eliminou a atual campeã olímpica, mundial e da VNL. O sistema defensivo voltou a funcionar, o bloqueio cresceu nos momentos decisivos e o ataque encontrou alternativas além de Ana Cristina.

Jogadoras como Julia Bergmann, Rosamaria, Diana e Luzia dividiram responsabilidades no ataque, mostrando que o Brasil tem armas variadas. A confiança do elenco cresceu após superar a favorita, e a equipe espera repetir a atuação consistente na final.

O retrospecto recente também traz confiança. Nos últimos 11 encontros com a Turquia, o Brasil venceu sete vezes. Além disso, a seleção de José Roberto Guimarães acumula três vitórias consecutivas sobre a rival: na fase preliminar da VNL de 2024, na disputa pela medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 e na primeira fase da VNL de 2025.

O equilíbrio, no entanto, é uma marca do confronto. Em 2023, quando conquistou seu primeiro título da VNL, a Turquia venceu os dois duelos contra o Brasil por 3 sets a 0. A final promete ser disputada e exigirá o melhor de cada equipe.

A partida será realizada neste domingo, e o Brasil busca seu primeiro título na história da VNL. A Turquia, campeã em 2023, tenta o bicampeonato. A expectativa é de um grande jogo entre duas das principais potências do vôlei feminino mundial.

Com a força ofensiva da Turquia e a solidez defensiva do Brasil, a final reserva emoções para os fãs do esporte. Quem levará a melhor? A resposta virá em quadra, com as duas seleções lutando pelo troféu.

Fonte: Lance

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe

publicidade