Na madrugada deste sábado, 22, um crime chocou os moradores do bairro Mina do Toco, em Criciúma, no Sul catarinense. Neide Pavan Vieira, de 68 anos, e Afonso Becker, de 70, foram encontrados sem vida dentro de uma residência localizada na rua 591, vítimas de disparos de arma de fogo.
Conforme informações da Polícia Militar, as equipes foram acionadas por volta das 0h08 após vizinhos relatarem ter ouvido os tiros. No local, os agentes confirmaram as mortes e iniciaram as diligências para localizar o autor do ataque. A principal linha de investigação aponta para o ex-companheiro de Neide, que teria invadido a casa e efetuado os disparos contra o casal.
O crime é tratado como homicídio seguido de feminicídio, dado o vínculo afetivo entre o suspeito e uma das vítimas. Até o momento, o autor não foi localizado, e a polícia trabalha com a hipótese de que ele tenha fugido logo após o ocorrido.
Testemunhas que presenciaram a movimentação no entorno da residência informaram aos policiais que um veículo Toyota Corolla, na cor branca, deixou o local em alta velocidade logo depois dos disparos. O automóvel foi encontrado abandonado na rua Ataíde Paz de Medeiros, nas proximidades, e passou por perícia antes de ser removido para os procedimentos legais.
As buscas realizadas pela PM nas imediações do crime não resultaram na captura do suspeito. A perícia também foi acionada para coletar vestígios no interior da casa, que permaneceu isolada durante parte da manhã para os trabalhos técnicos.
A Polícia Civil de Criciúma assumiu a investigação e deve ouvir novas testemunhas nos próximos dias. A motivação do crime ainda não foi oficialmente divulgada, mas as autoridades não descartam a hipótese de ciúmes ou desentendimentos anteriores entre o suspeito e a vítima.
O caso, que mobilizou equipes de segurança pública, trouxe comoção à comunidade local, que lamenta a morte do casal. Até a publicação desta reportagem, o ex-companheiro de Neide permanecia foragido, e a polícia pede que qualquer informação sobre seu paradeiro seja repassada pelos canais oficiais, como o 190 ou o Disque-Denúncia.
Fonte: ND+





















