OPÇÃO DE VIDACasal troca cidade grande por sítio em SC e cria mais de 15 raças raras de galinhas exóticas

publicidade

Um casal de Joinville, no Norte catarinense, decidiu abandonar a rotina urbana para se dedicar integralmente à criação de galinhas exóticas em Vidal Ramos, no Alto Vale do Itajaí. Atualmente, eles mantêm mais de 15 variedades raras dessas aves, além de patos e marrecos, em um viveiro especialmente preparado.

Rodrigo Rozza, em entrevista à rádio Sintonia FM, revelou que o projeto nasceu ainda durante o namoro com Ana Carolina Will. “Nosso plano para o futuro era, quando tivéssemos um sítio, criar aves ornamentais”, contou ele.

O primeiro contato com a atividade ocorreu com galinhas poedeiras comuns, o que despertou ainda mais o interesse pelo segmento. Em outubro de 2025, o casal intensificou a busca por exemplares exóticos e passou a investir em linhagens consideradas mais puras.

Eles percorreram cidades como Schroeder, Botuverá e Alfredo Wagner, além de viajar a São Paulo para participar de mentorias sobre manejo e seleção genética. O investimento inicial foi de R$ 10 mil, sem contar gastos com viagens, cursos e combustível.

Ana Carolina Will lembra que sempre gostou de galinhas, patos e marrecos desde criança. “Começamos comprando ovos para incubação e, conforme aprendíamos, apresentei o projeto ao meu marido, que também gostava da criação”, afirmou.

Entre as espécies do criadouro está a Ayam Cemani, raça originária da Tailândia que tem corpo quase totalmente preto, incluindo pele, olhos, pés e órgãos internos. Também possuem a Serama, considerada a menor galinha do mundo e a ave mais valiosa da propriedade.

Outra raque de destaque é a Polonesa Frisada, reconhecida pelo topete de penas na cabeça e pela plumagem encaracolada. Já as Bramas chamam atenção pelo porte grande, podendo pesar entre sete e oito quilos.

“Essas aves maiores são mais resistentes a doenças, ao contrário das raças menores, que sofrem mais com mudanças climáticas”, explicou Rodrigo. Apesar de ornamentais, muitas galinhas põem ovos com regularidade.

Rodrigo estima que as Bramas produzam cerca de 280 ovos por ano, enquanto outras raças chegam a 230 ovos anuais, dependendo da genética. No entanto, esses ovos são destinados exclusivamente à reprodução. Para consumo próprio, o casal mantém um grupo separado de poedeiras.

Na alimentação, eles preparam a própria ração com milho, farelo de milho, farelo de soja, núcleo vitamínico e milho triturado, além de suplementos como Vita Gold. A rotina inclui ainda seleção genética criteriosa.

“Características desejadas, como plumagem totalmente branca ou preta, podem exigir várias gerações de cruzamentos até alcançar o padrão puro”, explicou Ana. Os primeiros exemplares adquiridos foram das raças Brama e Cerama.

Além da criação, o casal planeja futuramente abrir a propriedade para visitação e ampliar o espaço com outros animais, como minicavalos e miniporcos. O sonho de viver no campo se tornou realidade e, agora, eles compartilham essa paixão com quem se interessar.

Fonte: ND+

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe

publicidade