O Supremo Tribunal Federal (STF) proferiu 82,5 mil decisões ao longo de 2026, das quais aproximadamente 66,5 mil foram tomadas de forma monocrática — ou seja, por um único ministro. Isso equivale a cerca de 80% do total de julgamentos da Corte no período, segundo levantamento divulgado pelo jornal O Globo.
O estudo considera tanto as deliberações individuais quanto as colegiadas. Os números revelam que a maior parte da atuação do tribunal ocorre fora das sessões do plenário ou das turmas, reforçando a centralidade das decisões monocráticas no dia a dia do STF.
No mesmo período, o plenário do Supremo proferiu 4,5 mil decisões. Já a Primeira Turma registrou 5,2 mil julgamentos, enquanto a Segunda Turma contabilizou 6,1 mil. Esses totais, somados, ficam muito abaixo do volume de decisões individuais.
Entre os ministros, o presidente da Corte, Edson Fachin, concentrou o maior volume de decisões monocráticas: cerca de 28 mil. Além de suas atribuições jurisdicionais, Fachin exerce funções administrativas e processuais típicas da presidência, como a análise de admissibilidade de recursos que chegam ao tribunal.
Excluindo o presidente, o ministro Alexandre de Moraes foi o que mais decidiu individualmente, com 6.016 decisões monocráticas em 2026. Moraes tem sido um dos principais personagens da crise que envolve o Supremo nas últimas semanas.
Na sequência, aparecem Flávio Dino, com 4.554 decisões; Nunes Marques, com 4.410; e Cristiano Zanin, com 4.107. Logo depois vem Dias Toffoli, com 4.097 decisões monocráticas.
A lista prossegue com André Mendonça (3.849), Gilmar Mendes (3.848), Cármen Lúcia (3.836) e Luiz Fux, que fecha o grupo com 3.690 decisões individuais.
Esse formato de decisão permite que um único ministro resolva determinada questão sem que o caso passe primeiro pelo colegiado. Conforme a situação, a decisão monocrática pode ser posteriormente levada ao plenário ou às turmas para análise.
Os dados evidenciam que, na prática, quatro em cada cinco decisões do STF são tomadas individualmente, o que tem impacto direto no funcionamento e na dinâmica da Corte.
Fonte: Revista Oeste




















