JULGAMENTOCondenação por homicídio qualificado e ocultação de cadáver em Garopaba

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A Justiça de Santa Catarina condenou três indivíduos envolvidos na morte de um homem, cujo corpo foi ocultado com o uso de soda cáustica, em Garopaba, no Litoral Sul do estado. O julgamento, realizado na última sexta-feira (31), resultou em penas distintas para cada um dos acusados, dependendo do grau de participação no crime.

De acordo com a sentença, o primeiro réu foi condenado a 24 anos de reclusão pelos delitos de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O segundo recebeu pena de 20 anos de prisão, também por homicídio qualificado. Já o terceiro, que respondia apenas pela ocultação do corpo, foi sentenciado a um ano de detenção, pena que foi declarada extinta em razão do tempo já cumprido em prisão preventiva.

Todos os acusados já se encontravam detidos antes do julgamento. Aqueles condenados pelo homicídio não poderão apelar da decisão em liberdade, permanecendo presos. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) sustentou que o assassinato foi motivado por razões fúteis, executado com crueldade e utilizando recursos que dificultaram a defesa da vítima, teses que foram aceitas pelo Conselho de Sentença.

Conforme apurado na denúncia, a vítima foi capturada em sua própria residência, onde foi agredida e, em seguida, levada para uma região conhecida como “Morro do Zé”, no bairro Encantada, onde o crime foi consumado. A motivação estaria ligada ao suposto furto de uma motocicleta pertencente a um dos envolvidos.

Após o homicídio, os condenados tentaram eliminar os vestígios do crime. O corpo foi transportado para uma área de mata de difícil acesso, enterrado e coberto com soda cáustica, com a intenção de acelerar a decomposição e impedir a localização dos restos mortais.

O caso envolveu outros suspeitos que já haviam sido julgados anteriormente em sessões do Tribunal do Júri. Dois desses réus foram condenados por homicídio qualificado e roubo, e um deles também por tráfico de drogas, com penas superiores a 22 anos de reclusão para cada um.

Um terceiro julgado teve sua conduta desclassificada pelos jurados para lesão corporal seguida de morte, sendo condenado a cinco anos de prisão. Além disso, outros dois indivíduos, que foram denunciados por falso testemunho, firmaram acordos de não persecução penal com o Ministério Público.

A decisão desta sexta-feira encerra mais uma etapa do processo, reafirmando a gravidade do crime e a atuação do sistema judiciário na responsabilização dos envolvidos.

O caso, que chocou a comunidade local pela frieza empregada na ocultação do corpo, teve ampla repercussão e acompanhamento da imprensa regional.

Fonte: ND+

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