O dólar abriu a semana em leve queda, enquanto a Bolsa brasileira alterna entre ganhos e perdas. Nesta segunda-feira (17/8), a moeda norte-americana recuava 0,22%, sendo negociada a R$ 5,20. Na sexta-feira, o dólar havia subido 0,52%, fechando a R$ 5,22.
O Ibovespa, principal índice da B3, apresentava forte volatilidade logo na abertura, chegando a subir 0,29% e alcançar 167,4 mil pontos. Por volta das 10h50, no entanto, o índice perdia força e caía 0,18%, aos 166,6 mil pontos. Na sexta, o indicador havia encerrado com baixa de 0,13%, acumulando a nona queda consecutiva.
Os investidores reagiram à divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Em junho, o índice registrou retração de 0,6%, superando a queda de 0,5% projetada pelos analistas. O dado mais fraco que o esperado reforçou a percepção de desaceleração econômica e pressionou os juros futuros para baixo.
O Banco Central também publicou o Boletim Focus, levantamento semanal com economistas do mercado. A projeção para a inflação de 2026 permaneceu em 5,02%, após seis semanas seguidas de redução. Embora a estimativa esteja estabilizada, ela ainda se mantém em patamar elevado.
Em suma, os indicadores domésticos divulgados hoje confirmam o esfriamento da atividade econômica e apontam para uma inflação persistente, porém estável. Esse cenário, ainda que de forma modesta, reforça a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) possa cortar a taxa Selic na próxima reunião, em setembro. Atualmente, a taxa básica de juros está em 14% ao ano.
No cenário externo, a ausência de progresso nas negociações entre Estados Unidos e Irã provocou alta nos preços do petróleo. Por volta das 10h30, o barril do tipo Brent, referência internacional, subia 0,50%, cotado a US$ 88,95. Já o West Texas Intermediate (WTI), usado como parâmetro nos EUA, registrava alta de 0,28%, a US$ 82,63.
Fonte: Metrópoles













