PATRIMÔNIOFesta do Colono da Sociedade Rio da Prata é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Joinville

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A Festa do Colono, realizada pela Sociedade Rio da Prata, em Pirabeiraba, distrito de Joinville, foi oficialmente declarada Patrimônio Cultural Imaterial do município. O anúncio foi feito pela Prefeitura, que entregará o título durante a 62ª edição do evento, neste domingo (19), antes do desfile comemorativo. Com o reconhecimento, a festa passa a integrar o Livro de Registro das Celebrações de Joinville, documento que oficializa a proteção municipal a práticas culturais. A medida abrange saberes, costumes e manifestações mantidos pela comunidade desde 1963, reforçando o valor do encontro para a memória e a identidade local.

Guilherme Gassenferth, secretário de Cultura e Turismo, destacou que por mais de seis décadas o evento preservou hábitos, receitas e valores que atravessam gerações, mantendo viva a essência da zona rural. ‘O título transforma a Festa do Colono em um bem cultural sob proteção oficial. Isso significa que preservar a cultura vai além de edifícios ou objetos: inclui celebrações, conhecimentos, tradições e as pessoas que mantêm a história de Joinville ativa. É uma garantia de que esse legado será passado adiante, fortalecendo nossa identidade’, afirmou.

A presidente da Sociedade Rio da Prata, Karin Larsen, definiu a honraria como um compromisso duradouro com a preservação da memória e da identidade joinvilense. ‘A primeira reação foi de imensa alegria e gratidão. É comovente ver uma história construída em mais de 60 anos receber um reconhecimento tão significativo’, disse. Ela enfatizou que o título valoriza o esforço de todos que contribuíram para manter a tradição viva e reforça a responsabilidade da Sociedade em preservá-la para o futuro.

A 62ª edição da Festa do Colono ocorre de sexta a domingo (17 a 19 de julho). A programação inclui a tradicional Maratona da Banana, o desfile pela rodovia SC-418, o Concurso da Realeza, além de bailes e farta gastronomia típica. O cronograma completo está disponível no perfil oficial do evento no Instagram.

Antes mesmo do título oficial, a festa já ocupava lugar especial na memória dos moradores de Pirabeiraba. A origem remonta a 1963, quando a Sociedade Rio da Prata organizou uma confraternização para o Dia do Colono, com o intuito de valorizar o trabalho agrícola e promover o encontro de famílias rurais. O churrasco daquela primeira edição deu início a uma tradição que perdura por gerações. A força do evento reflete a trajetória da própria Sociedade, que, entre dezenas de associações criadas desde a época da Colônia Dona Francisca, foi uma das poucas a resistir ao período de repressão às manifestações culturais de origem germânica.

Quem participa da Festa do Colono logo percebe que a cultura se manifesta de forma visível, auditiva e gustativa. A Schwarzsauer, sopa preta de origem alemã, abre a programação gastronômica com uma receita trazida pelos imigrantes e mantida até hoje. O marreco recheado com repolho roxo também marca presença, ao lado de cucas, embutidos e produtos coloniais. Esses sabores transcenderam o status de pratos típicos para se tornarem parte da memória afetiva de muitas famílias joinvilenses. Fora do salão, a tradição ganha movimento com o desfile alegórico, que leva tratores, carroças, caminhões e cavalos às ruas, transformando o trabalho do campo em festa. A Maratona da Banana arranca risos e aplausos ao homenagear uma das culturas mais tradicionais da região. Bailes, grupos folclóricos e a eleição da realeza completam a programação.

Fonte: Pref. Joinville

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