A Polícia Civil de Joinville, no Norte de Santa Catarina, está investigando um caso de estelionato e violência patrimonial contra uma mulher de 73 anos. A vítima teria sido levada a desembolsar aproximadamente R$ 140 mil para a compra de um veículo zero-quilômetro, que seria destinado ao companheiro, mas o automóvel teria sido registrado em nome de outra pessoa.
O caso veio à tona após a idosa perceber que não era a proprietária legal do carro, apesar de ter arcado com todos os custos. A negociação teria ocorrido durante o relacionamento afetivo, e a vítima acreditava que estava ajudando o parceiro de forma legítima.
Nesta sexta-feira (31), a Justiça autorizou o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, que foi executado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM). Durante a ação, os agentes recolheram celulares, documentos financeiros e de propriedade, além de outros materiais que passarão por perícia técnica.
As investigações também apontam para a possível participação de um estabelecimento comercial ligado aos suspeitos, que pode ter sido utilizado para viabilizar o golpe. Os policiais agora analisam a movimentação desse local para entender como a fraude foi arquitetada.
Os aparelhos celulares apreendidos serão examinados para verificar conversas e transações que possam confirmar a participação dos envolvidos. O principal suspeito não estava no imóvel no momento da abordagem, o que pode atrasar a conclusão do inquérito.
A Polícia Civil reforça que as diligências continuam em andamento para esclarecer todos os detalhes do crime. Até o momento, não há condenações, e os investigados têm garantidos o direito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.
Casos como este destacam a vulnerabilidade de idosos a golpes que envolvem relacionamentos afetivos. As autoridades orientam que familiares fiquem atentos a mudanças de comportamento e movimentações financeiras atípicas de pessoas dessa faixa etária, principalmente quando envolvem grandes quantias.
O nome dos suspeitos não foi divulgado, e o inquérito segue sob sigilo para não comprometer as investigações. A vítima, que prefere não se identificar, terá apoio de instituições de proteção ao idoso, caso necessário.
Fonte: ND+




















