INTERNADAMichelle Bolsonaro é internada e deve ter candidatura ao Senado anunciada neste domingo

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) passou por um período de internação em um hospital no último sábado (1º) para realizar uma série de exames médicos. A informação foi compartilhada pela própria ex-primeira-dama em suas redes sociais, onde publicou uma foto de sua primeira refeição do dia no leito hospitalar e agradeceu as orações e mensagens de apoio que recebeu.

De acordo com informações divulgadas, a internação tinha como objetivo investigar enxaquecas recorrentes que a têm afetado. Michelle passou por exames de imagem e outros procedimentos diagnósticos durante sua estadia no hospital, que não teve duração divulgada.

A ex-primeira-dama foi hospitalizada às vésperas de um evento importante para sua trajetória política. Neste domingo (2), está marcada a convenção do Partido Liberal (PL) no Distrito Federal, ocasião em que deve ser oficializada a candidatura de Michelle ao Senado. A convenção está prevista para começar às 17h.

Além de Michelle, a deputada federal Bia Kicis também deve ter sua pré-candidatura ao Senado confirmada no mesmo evento. A dupla deve compor a chapa do partido na disputa pela vaga no Senado pelo Distrito Federal.

A internação ocorre em meio a um momento de tensão dentro do PL e da família Bolsonaro. Na semana passada, Michelle divulgou um vídeo de cerca de meia hora em suas redes sociais no qual afirmou ter sido humilhada pelo senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, durante uma discussão sobre a posição do partido na eleição para o governo do Ceará em novembro de 2025.

Após a repercussão do vídeo, Flávio Bolsonaro publicou uma nota em suas redes sociais negando as acusações e afirmando que jamais teria desrespeitado, maltratado ou humilhado uma mulher em sua vida.

A situação se agravou na última terça-feira (30), quando Michelle anunciou sua saída da presidência do PL Mulher, após uma reunião com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto. A decisão foi interpretada como mais um capítulo do racha interno no partido.

Em meio a essa crise, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, outro filho do ex-presidente, fez uma postagem enigmática no último sábado que foi vista por muitos como uma indireta a Michelle. O conteúdo da publicação não foi detalhado, mas gerou especulações nas redes sociais.

Apesar das turbulências, Michelle segue em sua trajetória rumo à candidatura ao Senado. Em evento realizado no sábado para lançamento de sua pré-candidatura, a deputada Bia Kicis adiantou a decisão da ex-primeira-dama: segundo ela, Michelle pediu que anunciasse que seria, sim, pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal. “Acabou a dúvida. Acabou o mistério”, declarou Kicis.

Vale mencionar que, na sexta-feira (31), Michelle havia dito à imprensa que ainda conversava com o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, sobre a candidatura, e que sua prioridade no momento era cuidar dele, que enfrenta problemas de saúde.

Nesse contexto, uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a irmã de Michelle, Geovanna Kathleen Ferreira Lima, a entrar e permanecer na residência onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária. A autorização foi assinada no sábado e se deve à necessidade de Michelle se ausentar para realizar exames médicos.

Segundo a defesa de Michelle, o período de ausência poderia incluir internação, e a presença da irmã seria fundamental para prestar assistência tanto ao ex-presidente quanto à filha do casal. O ministro Moraes destacou que a autorização tem caráter excepcional e valerá apenas até o retorno da ex-primeira-dama à residência.

A situação jurídica de Jair Bolsonaro é complexa. Ele cumpre prisão domiciliar humanitária desde março de 2026, após ter sido internado para tratamento de broncopneumonia. A princípio, a medida teria validade de 90 dias, mas foi prorrogada posteriormente por decisão de Moraes.

O ex-presidente foi condenado em setembro de 2025 pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por sua participação na tentativa de golpe após as eleições de 2022. Além disso, desde julho de 2025, ele é obrigado a usar tornozeleira eletrônica, está proibido de acessar as redes sociais e de falar com o filho Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A internação de Michelle e a iminência do anúncio de sua candidatura ocorrem em um cenário de intensa movimentação política no PL e no cenário nacional, com o partido buscando se reorganizar para as eleições deste ano.

Fonte: NSC Total

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