A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou uma operação na manhã desta terça-feira (18) contra integrantes da torcida organizada Mancha Azul, ligada ao Avaí Futebol Clube. A ação é decorrência das investigações sobre a emboscada sofrida por torcedores do Criciúma Esporte Clube, em outubro do ano passado, após uma partida entre as duas equipes.
De acordo com as autoridades, o ataque ocorreu nas imediações do estádio da Ressacada, em Florianópolis, logo após o confronto. Um grupo de torcedores do time do sul do estado, que se deslocava em uma van, foi interceptado e agredido com pedras, garrafas, bastões e até facões.
As investigações indicam que a ação não foi um ato impulsivo, mas sim uma emboscada minuciosamente planejada. Os suspeitos teriam aguardado o momento certo para abordar o veículo, demonstrando premeditação e organização.
Ao todo, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Durante as diligências, a equipe da Delegacia de Repressão ao Racismo e a Delitos de Intolerância (DRRDI/DEIC) apreendeu aparelhos eletrônicos, peças de vestuário e outros objetos que reforçam a hipótese de participação dos suspeitos no crime e ajudam a comprovar o vínculo deles com a torcida organizada.
O material apreendido passará por perícia e poderá fornecer novas pistas sobre a dinâmica do ataque. As investigações seguem em andamento, e os envolvidos poderão responder por associação criminosa, dano qualificado, ameaça, promoção de tumulto e direção perigosa, entre outros delitos.
Esta é a primeira ação de maior repercussão contra a Mancha Azul desde o episódio de outubro. A torcida organizada ainda não se manifestou oficialmente sobre a operação desta terça-feira.
Na época do ataque, o Avaí Futebol Clube emitiu nota repudiando a violência e afirmando que os responsáveis deveriam ser identificados e punidos. O clube destacou que os incidentes isolados não representam a grande massa de torcedores que compareceu ao estádio para apoiar o time de forma pacífica.
O Criciúma Esporte Clube também se pronunciou, manifestando solidariedade às vítimas e cobrando uma investigação rigorosa. A diretoria do clube se colocou à disposição para colaborar com as autoridades, fornecendo informações e incentivando testemunhas a registrar seus relatos.
O episódio acendeu um alerta sobre a violência entre torcidas organizadas no futebol catarinense. Especialistas apontam que a atuação integrada entre clubes, polícia e Ministério Público é fundamental para coibir esse tipo de conduta e garantir a segurança nos estádios.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados nem o número exato de pessoas que se tornaram alvo da operação. As informações devem ser detalhadas em entrevista coletiva programada para as próximas horas.
Fonte: ND+




















