DEMISSÃOProfessoras demitidas por maus-tratos em creche de Criciúma; polícia investiga

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Duas professoras que atuavam no Centro de Educação Infantil Santa Luzia, em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, foram demitidas pela Associação Feminina de Assistência Social (AFASC) depois que surgiram acusações de maus-tratos envolvendo um aluno da unidade. O desligamento foi anunciado na segunda-feira (3) e ocorreu após a direção da entidade revisar as gravações das câmeras internas e realizar uma sindicância inicial.

De acordo com o comunicado oficial, a decisão de encerrar o vínculo empregatício das profissionais foi tomada assim que a administração tomou conhecimento dos fatos, que teriam ocorrido no início de julho. A AFASC afirmou que agiu imediatamente, seguindo os protocolos internos, e que as duas educadoras estavam na sala de aula no momento do incidente.

A Polícia Civil já foi notificada sobre a ocorrência e informou que abriu inquérito para esclarecer as circunstâncias. Os investigadores afirmam que a prioridade agora é ouvir as pessoas que possam ter presenciado ou ter informações relevantes sobre o caso. As diligências iniciais estão em andamento, e novas etapas da apuração serão conduzidas nos próximos dias.

Este não é o primeiro episódio do tipo envolvendo a instituição. Em julho, outra funcionária da AFASC havia sido dispensada por justa causa, acusada de ter pisado no pé de uma criança de quatro anos como forma de correção. O caso aconteceu no CEI Natureza, localizado no bairro Cristo Redentor, e também veio à tona após a análise das imagens do circuito de segurança.

Na ocasião, a AFASC divulgou nota prestando solidariedade à família da vítima e garantindo que a criança recebeu acompanhamento. A instituição reforçou, tanto naquele episódio quanto agora, que adota uma postura rígida em relação a qualquer conduta que viole os direitos das crianças atendidas.

Em relação ao caso mais recente, a associação reiterou, no comunicado, seu compromisso com a integridade e o bem-estar dos alunos. A entidade destacou que busca tomar todas as providências cabíveis diante de atitudes incompatíveis com os princípios que orientam seu trabalho educacional e social.

A AFASC é uma organização sem fins lucrativos de Criciúma e mantém diversos centros de educação infantil, além de outros programas assistenciais. A denúncia de maus-tratos em uma de suas unidades gerou comoção na comunidade local e levantou questionamentos sobre os procedimentos internos de supervisão e capacitação dos profissionais.

Especialistas em educação infantil apontam que casos como esse reforçam a importância de um acompanhamento contínuo do comportamento dos educadores e da existência de canais efetivos de denúncia. A orientação é que pais e responsáveis fiquem atentos a sinais de mudança de comportamento nas crianças e procurem as autoridades em caso de suspeita de abuso ou violência.

A Polícia Civil não divulgou detalhes sobre o andamento do inquérito nem sobre as possíveis medidas legais que serão adotadas contra as professoras demitidas. Até o momento, elas não se manifestaram publicamente sobre as acusações. A AFASC também não informou se as profissionais haviam passado por algum treinamento específico ou se já tinham histórico de reclamações.

A população de Criciúma aguarda os desdobramentos das investigações, enquanto a AFASC tenta demonstrar transparência na condução do caso, respondendo às perguntas da imprensa e da comunidade sobre as medidas internas de prevenção a novos incidentes.

Fonte: ND+

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