O técnico de atletismo Ezequiel Emerson Wagner, conhecido por formar atletas em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, e membro da comissão técnica da Seleção Brasileira de base, está em tratamento contra um câncer raro e agressivo: o sarcoma epitelioide. A doença, que atinge principalmente as extremidades do corpo, já exigiu diversas intervenções médicas.
Após completar a terceira sessão de imunoterapia, Ezequiel agora precisa arrecadar R$ 207 mil para uma cirurgia que pode salvar seu braço esquerdo. O valor é destinado a um procedimento especializado em Curitiba, que visa remover os tumores sem recorrer à amputação.
Desde o diagnóstico, o treinador passou por quimioterapia e uma cirurgia prévia, na qual foi retirado todo o músculo flexor do braço esquerdo. No entanto, a doença retornou, exigindo novas abordagens terapêuticas.
Como alternativa, Ezequiel iniciou um protocolo de imunoterapia. Cada aplicação custa R$ 63 mil, e as três primeiras doses foram financiadas com doações de uma campanha solidária já existente. Agora, além de dar continuidade a esse tratamento, ele precisa da cirurgia.
A cirurgia está pré-agendada para agosto e será realizada por uma equipe especializada. A primeira recomendação médica era amputar o membro, mas após nova avaliação, foi identificada a possibilidade de retirar os tumores sem a perda do braço.
“O câncer se espalhou pelo meu braço, atingindo o cotovelo, a região abaixo do braço e a axila. Preciso levantar R$ 207 mil para fazer a cirurgia em Curitiba, que não está disponível pelo SUS em Santa Catarina”, afirmou Ezequiel em apelo público.
Para arrecadar os recursos, o técnico mantém uma vaquinha online e também aceita doações via Pix. A campanha tem mobilizado amigos, familiares e a comunidade esportiva, que acompanham sua luta contra a doença.
Ezequiel é uma referência na formação de atletas em Jaraguá do Sul e integra a comissão técnica da Seleção Brasileira de atletismo de base. Sua situação tem gerado comoção e apoio de diversos setores.
A expectativa é que, com a arrecadação, ele possa realizar o procedimento e continuar o tratamento imunoterápico, aumentando as chances de preservar o braço e manter sua qualidade de vida.
Fonte: ND+


















