As grandes corporações de inteligência artificial vêm ampliando sua influência no cenário político global. Em entrevista à revista The Economist, o empresário Elon Musk abordou o crescente poder das Big Techs e de seus controladores.
Musk destacou que, historicamente, o mundo sempre foi governado por uma minoria abastada e influente. A jornalista Zanny Minton Beddoes questionou o controle que Musk exerce sobre suas empresas, observando que ele não pode ser destituído do comando de seu império por possuir a parcela mínima de ações necessária para impedir tal decisão.
O magnata respondeu que diversas companhias de inteligência artificial seguem estrutura similar. “Existem algumas empresas nessa situação, por acaso. Empresas de IA, como Google e Alphabet, também estão assim”, afirmou.
Para Musk, o controle acionário é fundamental para garantir a capacidade de planejar no longo prazo, sem se limitar ao lucro imediato. “Um dos desafios seria a pressão de entregar grandes resultados a cada semestre e não investir em coisas que trarão retorno em quatro ou cinco anos”, explicou.
Entre os projetos mais ousados, Musk mencionou a exploração espacial e a colonização de outros planetas. “No caso da SpaceX, quero expandir para além da Terra e estabelecer civilização na Lua ou em Marte e em outros planetas do sistema solar. Isso aconteceria com investidores, mas, no curto prazo, gastaremos em uma base lunar ou marciana e terei toda essa pressão”, concluiu.
Fonte: Brasil Paralelo Notícias














