Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (28) mostra que 59% dos entrevistados avaliam como negativa a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar. Apenas 36% consideram a medida acertada, enquanto 2% a veem como neutra e 4% não souberam opinar.
O levantamento foi realizado nos dias 22 e 23 de julho, logo após Moraes suspender as visitas de Flávio por 90 dias. A decisão também interrompeu por 30 dias as visitas dos demais familiares e proibiu contatos de natureza política até as eleições, além de vetar a divulgação de mensagens atribuídas ao ex-presidente.
Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar desde que foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de reclusão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. Após passar pela Superintendência da Polícia Federal e pela Penitenciária da Papuda, ele obteve o benefício devido a problemas de saúde. Entre as restrições impostas estão a proibição de usar celular, internet e redes sociais, inclusive por meio de terceiros.
A pesquisa também aponta que 59% dos brasileiros são favoráveis à manutenção do ex-presidente em prisão domiciliar. Outros 35% se opõem ao regime e 6% não responderam. Em relação ao acesso às redes sociais, 62% dos entrevistados acreditam que Bolsonaro não deveria poder utilizá-las durante o cumprimento da pena, enquanto 35% defendem a permissão e 3% não opinaram.
A restrição às visitas foi motivada por um evento ocorrido em 11 de julho, quando Flávio Bolsonaro leu uma carta escrita pelo pai. Na mensagem, Jair Bolsonaro chamava o filho de “porta-voz” e afirmava que ele era o nome escolhido para representá-lo na disputa presidencial.
Ao justificar a proibição, Alexandre de Moraes argumentou que a leitura e a divulgação da carta configuraram descumprimento da ordem judicial que impede o ex-presidente de se manifestar em redes sociais, direta ou indiretamente. O ministro destacou que a declaração de Flávio antes da leitura demonstrava que ambos sabiam que o conteúdo seria publicado.
Mesmo com a suspensão das visitas familiares, advogados, médicos e fisioterapeutas continuam autorizados a entrar na residência onde Bolsonaro cumpre a pena. O senador Flávio Bolsonaro, que atua na defesa do pai no processo e até então tinha livre acesso à casa, está agora impedido de visitá-lo pessoalmente.
O Datafolha ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em 139 municípios brasileiros nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01166/2026.
Fonte: Jovem Pan




















